Quarta-feira às 04 de Fevereiro de 2026 às 04:11:09
Policial

Nelsão da Força é detido em protesto de metalúrgicos em São José dos Pinhais

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Nelsão da Força é detido em protesto de metalúrgicos em São José dos Pinhais

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana (SMC), Nelsão da Força, foi detido na manhã desta quarta-feira (04) durante um protesto em frente à fábrica da Brose, em São José dos Pinhais.

Segundo informações divulgadas, os colaboradores da empresa estão em greve desde o dia 28 de janeiro. De acordo com o sindicato, a paralisação se deu em razão de reivindicações salariais e de benefícios, e que, atualmente, os trabalhadores recebem cerca de R$ 2,5 mil de salário e vale-mercado de R$ 500, e não contam com Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Entre os pontos apresentados para negociação estão a correção salarial pelo INPC com acréscimo de 2,5% de aumento real, equiparação do vale-mercado com o praticado por empresas do mesmo segmento, discussão sobre jornada de trabalho e implantação de PLR.

Ainda conforme divulgado, desde o início do movimento, o sindicato vem realizando mobilizações em frente à unidade fabril. Durante o ato desta quarta-feira, aconteceu a prisão do dirigente sindical por policiais militares que acompanhavam a manifestação, o que foi classificado por presentes como “ato injustificável”.

A Polícia Militar não justificou os motivos da detenção e a empresa também não se manifestou oficialmente. 

O Sindicato se manifestou oficialmente por meio de nota de repúdio, na qual traz que “(...) trabalhadores estavam reivindicando, de forma legítima e democrática, melhores condições de trabalho e salário, quando foram, simplesmente, atacados pela polícia. O Sindicato tem tido dificuldade para realizar assembleias devido a frequente intervenção policial. É inadmissível que, em pleno Estado Democrático de Direito, reivindicações justas da classe trabalhadora sejam tratadas como caso de polícia (...)”.

Segue dizendo que a organização sindical, a manifestação e a negociação coletiva são direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que não há crime na luta por direitos. “A luta dos trabalhadores da Brose por melhores salários e condições de trabalho continua. Não aceitaremos intimidação, repressão ou criminalização da luta por melhores condições de vida. Direitos não se reprimem, se respeitam”, finaliza.

Foto: Divulgação/Plural