Terça-feira às 03 de Fevereiro de 2026 às 05:58:53
Saúde

Investimento de R$ 3 milhões marca reinauguração e expansão do Hospital do Centro em Campo Largo

Investimento de R$ 3 milhões marca reinauguração e expansão do Hospital do Centro em Campo Largo

Foi realizado na manhã desta terça-feira (03) um evento solene no Hospital do Rocio para anunciar os investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões, que contemplaram a aquisição de um terreno, a implantação de uma nova recepção, a estruturação de um novo ambulatório e a ampliação do estacionamento, proporcionando mais conforto, acessibilidade e eficiência no atendimento. O ciclo de reinauguração envolve melhorias na capacidade física, reorganização de fluxos de atendimento e fortalece áreas cirúrgicas, diagnósticas e ambulatoriais.

Segundo informações divulgadas pelo hospital, os reflexos desses investimentos foram evidentes já nos resultados alcançados em 2025. Ao longo do ano, o hospital realizou mais de 135.619 consultas e atendimentos, demonstrando a alta demanda e a confiança da população nos serviços prestados.

Já na área cirúrgica, foram realizadas mais de 13.563 cirurgias, abrangendo especialidades como otorrinolaringologia, cirurgia torácica, urologia e vasectomia, entre outros procedimentos, enquanto, no setor de diagnósticos e tratamentos especializados, o hospital contabilizou mais de 57.276 exames, incluindo ultrassonografias, endoscopias, tomografias, raio-X e tratamentos vasculares, fundamentais para diagnósticos precisos e ágeis.

A solenidade contou com a presença dos sócios-fundadores do Hospital do Rocio, Dr. Luiz Ernesto Wendler, que relembrou a história da fundação do hospital, e também do Dr. Carlos Mueller. “Em 2014 teve aquela chuva de granizo e nós perdemos o teto do hospital totalmente. Na época, o Beto Preto era secretário de Saúde e falou para fazermos um outro CNPJ, uma filantropia, senão o hospital não iria sobreviver. Posso dizer que, no dia de hoje, este hospital está melhor do que o outro, porque ele não tem dívida nenhuma. Pretendemos agora aumentar e, em três anos, estaremos aqui para festejar os 100 leitos de ampliação”, destacou Dr. Luiz Ernesto.

Dr. Carlos Mueller completou, relembrando a longa trajetória que teve ao lado do Dr. Luiz Ernesto, bem como de toda a equipe, na construção do hospital que se tornou uma referência. “Eu conheci o Dr. Luiz Ernesto já no primeiro ano da faculdade e ficamos amigos desde sempre, e já são quase 50 anos de muita história.”

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, destacou o trabalho realizado pelo Hospital do Centro durante a Covid-19, quando abriu 100 leitos para tratar cidadãos paranaenses. “Antes de serem pacientes, são cidadãos que têm famílias, histórias, e vocês, como profissionais, não se furtaram de tratar essas pessoas. Lembremos que muitas vezes os profissionais de saúde tinham que se desparamentar para apenas tomar um café e se paramentar novamente para continuar trabalhando. Para ter essa associação aqui, eles precisaram doar este terreno. Dr. Luiz e Dr. Carlos abriram mão de seus patrimônios para fazer a associação se levantar. Essa é a associação que fornece 350 empregos, que dá continuidade de vida, que toca o coração das pessoas, com atendimento de respeito a cada um.”

Em entrevista à Folha, o secretário Beto Preto destacou a importância do Hospital do Centro para todo o Estado do Paraná no cenário da saúde pública. “Vem se transformando em uma opção importantíssima aqui em Campo Largo, tornou-se a casa da cirurgia eletiva. Cito como exemplo a otorrinolaringologia, que são 700 por mês para todo o Paraná, e possui leitos de UTI que reforçam toda a nossa Região Metropolitana. O Hospital do Rocio é um grande hospital, talvez hoje esteja entre os maiores do Estado em número de pacientes atendidos. Pelo fato de estar em Campo Largo e termos outras instituições aqui, faz com que a cidade se torne uma referência em saúde, não somente para a região Macroleste, mas para todo o Paraná. Existem tratamentos que os pacientes só encontrarão aqui, e temos a alegria de contar com essas equipes preparadas e com essas estruturas tão completas.”

Também em entrevista à Folha, o prefeito Maurício Rivabem ressaltou o quão significativo é poder ter um anúncio deste para Campo Largo, especialmente no mês de aniversário da cidade. “Temos a tradição de sermos a Capital Nacional da Louça, mas eu diria que também caminhamos para nos tornar a Capital Nacional da Saúde, o que é muito importante. Não somente pelo atendimento e pela qualidade, mas também por trazermos essas referências do passado, como este hospital, que há mais de 60 anos foi fundado na cidade, passou por várias modificações, mas os nossos médicos e empresários, Dr. Luiz Ernesto e Dr. Carlos, com muita perseverança e resiliência, melhoraram e tornaram este local em uma associação que atende milhares de pessoas gratuitamente, sendo uma referência em várias áreas.”

Quem fez o contrato do Hospital do Rocio com o novo CNPJ em 2014 foi a hoje deputada estadual Márcia Huçulak, que era superintendente de Gestão à época. “Nesta história, há, acima de tudo, um cuidado diferenciado. Vocês trazem na essência carinho, respeito e acolhimento. Quero parabenizar todo o corpo clínico, diretoria e administração pelo trabalho desenvolvido neste hospital. Como deputada, pude indicar uma emenda de R$ 100 mil para este novo recomeço do Hospital do Centro.”

 

Relacionamento com a Prefeitura

O prefeito Maurício aproveitou para esclarecer o relacionamento com a instituição e tirou algumas dúvidas frequentes da população quanto ao atendimento. É importante frisar que o Hospital do Centro e o Hospital do Rocio não são “hospital porta aberta”, ou seja, recebem pacientes via Regulação de Leitos, que é administrada pelo Estado do Paraná.

“O Pronto Atendimento é uma obrigação do município, então a administração da UPA e das Unidades Básicas de Saúde fica sob nossa responsabilidade e manutenção. Quando se envolvem casos de média e alta complexidade, referem-se ao Estado e ao Governo Federal, então é isso que gera algumas dúvidas na população e questionamentos como ‘por que o paciente saiu da UPA e foi para outra cidade’. Existe a Regional de Saúde de Curitiba, que é a Central, que possui uma listagem com leitos abertos, e o paciente é transferido. Este é um procedimento padrão, mas dá condição para que todo mundo tenha a oportunidade de atendimento. Porém, hoje, 80% dos nossos pacientes da UPA são atendidos no Rocio, São Lucas ou no Waldemar Monastier”, explica.

Rivabem segue dizendo que a grande questão existente hoje é o atendimento ao trauma, que não está no contrato do Hospital do Rocio com o Estado, e os pacientes são enviados para outros hospitais, ressaltando que há diálogo com a Secretaria de Saúde do Paraná para verificar o que pode ser feito.

Reforça também que, provavelmente ainda este mês, será assinado o contrato para dar início às obras do Centro de Especialidades onde funcionava antes o Centro Médico Hospitalar. O local também abrigará o Samu e o Centro de Reabilitação.

 

Hospital do Centro

Atualmente, o Hospital do Centro conta com uma estrutura moderna e preparada para atendimentos de média complexidade, dispondo de mais de 75 leitos de UTI, mais de 50 leitos de internação, mais de nove consultórios ambulatoriais, mais de sete salas de centro cirúrgico e um completo Centro de Imagem, equipado com tecnologia para exames avançados.

Com foco em atendimento humanizado, segurança e eficiência, o Hospital do Centro segue investindo em infraestrutura e tecnologia e também possui perspectiva de ampliação da estrutura hospitalar, com aumento na quantidade de leitos, fortalecimento do parque tecnológico e ampliação dos equipamentos de exames de imagem, reforçando seu compromisso contínuo com a saúde da população e o fortalecimento do sistema de saúde da região.