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Apesar das chances baixas de ataque, Sindicato Rural está monitorando nuvem de gafanhotos

Uma situação bastante inusitada para muitas pessoas tem chamado a atenção, a nuvem de gafanhotos que se formou na Argentina e que pode chegar ao Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por hora.

Apesar das chances baixas de ataque, Sindicato  Rural está monitorando nuvem de gafanhotos

Uma situação bastante inusitada para muitas pessoas tem chamado a atenção, a nuvem de gafanhotos que se formou na Argentina e que pode chegar ao Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por hora. Segundo notícia divulgada na Agência Reuters, conforme explicação do engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina, pode ter cerca de 40 milhões de gafanhotos em 1 km, que chegam a consumir alimento equivalente a duas mil vacas ou 350 mil pessoas.

Ainda que exista uma chance pequena dessa nuvem atingir as cidades paranaenses, o Sindicato Rural de Campo Largo está monitorando as informações repassadas pelo Ministério da Agricultura, junto com as secretarias estaduais e governo argentino. A chance dessa situação acontecer em Campo Largo é de aproximadamente 2%, mas é importante estar atento, conforme explica Hugo Ruthes, do sindicato Rural. “Eles passarão as orientações no momento certo. Agora, nenhum agricultor está autorizado a utilizar aditivos químicos para conter os gafanhotos. Eles informam que se chover ou as temperaturas caírem, essas chances ficam próximos de zero, visto que esse não é um ambiente agradável para esse inseto.”

Hugo diz ainda que as chances de ver uma nuvem de gafanhotos na cidade são bem remotas, visto que eles preferem o campo, onde há plantações e que eles não fazem mal algum ao ser humano, não são vetores de doenças e não mordem ou picam. As plantações mais afetadas são de soja e milho, especialmente quando elas estão bem verdes.

“Caso essa nuvem chegasse até Campo Largo teríamos algumas plantações atingidas sim, especialmente da safrinha, que plantam milho e esperam a geada para fazer a colheita, assim como as pastagens, as plantações fruticulturas (que são árvores de maçãs e frutos com caroço) e as hortaliças, especialmente a alface. Portanto, se isso acontecer, teremos que realizar medidas de proteção nas lavouras, seguindo as ordens das autoridades”, diz.

Ele ainda conta que em Campo Largo há gafanhotos, mas o prejuízo é bastante pequeno, então dificilmente é feito um controle com agentes químicos. Na cidade, o prejuízo maior é com as Joaninhas, que é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidaee. Apesar de atuarem como controle de pragas, já que a maioria das espécies são predadoras e se alimentam de afídios, moscas da fruta, cochonilhas, ácaros e outros tipos de invertebrados, algumas podem se alimentar de folhas, pólen, mel ou até fungos (informações Wikipédia), em grandes proporções podem acarretar em grande prejuízo às lavouras, necessitando de controle.


 

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