Campo Largo está entre os municípios contemplados pelo pacote de investimentos anunciado pelo Governo do Paraná nesta terça-feira (17), que prevê R$ 255 milhões para a construção de barracões industriais e espaços de coworking em 250 cidades. No município, será implantado o primeiro coworking, com investimento de aproximadamente R$ 600 mil.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre as secretarias estaduais das Cidades e da Indústria, Comércio e Serviços, e faz parte da estratégia de desenvolvimento econômico do Estado, voltada à geração de emprego, estímulo ao empreendedorismo e fortalecimento das economias locais.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Pedro Parolin Teixeira, o novo espaço representa um avanço importante para o ambiente de negócios da cidade. “O coworking é um passo estratégico para Campo Largo. Estamos falando de um ambiente moderno, que vai estimular o empreendedorismo, a inovação e o surgimento de novos negócios. É uma oportunidade para profissionais, startups e pequenas empresas se desenvolverem com estrutura adequada e conexão com o mercado.”
Ele também destacou o impacto direto do investimento. “Esse recurso mostra que Campo Largo está inserido nas políticas de desenvolvimento do Estado. Além de fomentar a economia, um projeto como esse ajuda a reter talentos, incentivar ideias e criar novas oportunidades de renda no município”, completou.
Investimento estadual e geração de oportunidades
No total, o programa prevê a construção de 359 barracões industriais e 29 coworkings em diversas regiões do Paraná. Os recursos são provenientes do Governo do Estado, com apoio das bancadas federal e estadual.
Segundo o governador em exercício, Darci Piana, os barracões industriais devem facilitar a instalação de pequenas empresas que ainda não possuem estrutura própria, com potencial para gerar entre 50 e 60 empregos por unidade. “Isso traz a pequena indústria para os municípios. O pequeno começa, cresce e depois conquista seu próprio espaço, gerando renda e qualidade de vida”, afirmou.
Já os coworkings surgem como alternativa para cidades que buscam fomentar negócios ligados à inovação, tecnologia e economia criativa, oferecendo ambientes compartilhados de trabalho e networking.
O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou que os investimentos ampliam a capacidade dos municípios de atrair empresas e dinamizar suas economias. “Agora teremos também os coworkings, que estimulam novos negócios e ajudam a desenvolver cidades que têm potencial, mas enfrentam desafios para atrair grandes indústrias”, completou.
Foto: Arnaldo Neto/AEN