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Acicla emite nota oficial sobre redução da jornada de trabalho

Instituição entende que mudanças estruturais dessa magnitude precisam ocorrer com responsabilidade, diálogo amplo e análise técnica dos impactos econômicos e sociais envolvidos.

Acicla emite nota oficial sobre redução da jornada de trabalho

A Associação Comercial e Empresarial de Campo Largo (ACICLA), entidade representativa do setor produtivo local e integrante do sistema associativista da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP), manifesta seu apoio e corrobora o posicionamento apresentado pela FACIAP em relação às propostas de redução da jornada semanal de trabalho e alteração da escala 6x1.

A ACICLA entende que o debate sobre qualidade de vida, valorização do trabalhador e modernização das relações de trabalho é legítimo e necessário. Contudo, mudanças estruturais dessa magnitude precisam ocorrer com responsabilidade, diálogo amplo e análise técnica dos impactos econômicos e sociais envolvidos.

É fundamental considerar que o comércio, os serviços e a indústria — especialmente as micro e pequenas empresas — operam em um cenário já marcado por elevada carga tributária, custos operacionais crescentes, burocracia, insegurança jurídica e dificuldades relacionadas à produtividade e à contratação de mão de obra.

A imposição de uma redução obrigatória da jornada, sem mecanismos de transição, flexibilidade e ganho efetivo de produtividade, pode gerar impactos severos para a sustentabilidade dos negócios, para a manutenção dos empregos formais e para a competitividade das empresas brasileiras.

O resultado tende a ser o aumento dos custos operacionais das empresas, especialmente dos pequenos negócios que possuem estruturas mais enxutas e menor capacidade de absorção financeira. Esses custos inevitavelmente acabam sendo repassados ao consumidor, pressionando a inflação, elevando o custo de vida da população e reduzindo ainda mais a competitividade da economia nacional.

Também preocupa que um tema de tamanha relevância econômica esteja sendo debatido sob forte pressão política e eleitoral, deixando em segundo plano uma análise técnica mais profunda sobre seus impactos reais. O setor produtivo brasileiro não pode continuar sendo tratado apenas como responsável por absorver novos custos e sustentar a máquina econômica do país, sem o devido reconhecimento à sua importância na geração de empregos, renda e desenvolvimento.

Ao desconsiderar os alertas apresentados por entidades empresariais e representantes do setor produtivo, corre-se o risco de ampliar ainda mais o distanciamento entre as decisões tomadas em Brasília e a realidade enfrentada diariamente por quem empreende, investe e mantém postos de trabalho em nossas cidades.

A ACICLA defende que qualquer modernização das relações de trabalho seja construída por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público, respeitando as particularidades de cada setor econômico e priorizando a segurança jurídica, a previsibilidade e a preservação dos empregos.

Reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de oportunidades e o fortalecimento do ambiente de negócios em Campo Largo e no Paraná.

 

Campo Largo, 28 de maio de 2026.

 

Vinicius Spack

Presidente da ACICLA

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