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Aumenta o número de pessoas que decidem morar na região metropolitana. Segundo o levantamento do IBGE, Campo Largo cresceu 18,6% enquanto Curitiba ficou com 7,96%.

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27/05/2016

Cada dia cresce mais o número de pessoas que decidem morar nas cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de pessoas que procuraram firmar residência nessas áreas entre os anos de 2013 e 2014 mostrou avanço de 1,68%.

João Fernando dos Santos, corretor de imóveis da Imobiliária Acesso, explica que entre um dos fatores que influenciou a procura pela RMC foi a abertura do crédito imobiliário a partir de 2010. “Algumas classes sociais antes não tinham acesso à casa própria, mas programas como o Minha Casa, Minha Vida, deu alternativa a essas pessoas. Quem está nos grandes centros, muitas vezes, não consegue crédito para comprar em regiões boas e seguras da capital. Entretanto, nas regiões metropolitanas há uma oferta crescente de lançamentos imobiliários de boa qualidade e localização, então esse pode ser um influenciador na ocupação da RMC”, explica.

Campo Largo é uma das cidades que mais está recebendo pessoas de fora para viver, tanto provisoriamente como definitivamente. Segundo a pesquisa a cidade está em 6º posição no ranking de crescimento, com 18,67% de avanço - com relação ao número de pessoas residentes já computadas pelo IBGE. À sua frente estão os municípios de Tunas do Paraná (84,04%), Mandirituba (24,48%), Bocaiúva do Sul (23,71%), Contenda (21,26%) e São José dos Pinhais (20,18%).

A cidade ainda pode ser considerada ruralizada e com muito potencial para a expansão. “Hoje os bairros mais procurados para a aquisição de imóveis são Itaqui, Gorski, Jardim das Acácias, Botiatuva, locais que possuem muitos lançamentos de condomínios horizontais, que são os mais procurados e têm preço acessível”, explica João Fernando.

Um grande número de prédios está sendo construído em Campo Largo, algo que há alguns anos era raro. Segundo João Fernando, isso se deve pela mudança no Plano Diretor da cidade, que passou a permitir a construção de prédios com até 15 pavimentos. “O Programa Minha Casa, Minha Vida permite a construção de prédios de até quatro pavimentos, já o Plano Diretor da Cidade permite mais. A geografia da cidade permite a construção desses prédios e a cidade tem muito espaço para eles, se comparado a outras cidades como São José dos Pinhais ou Araucária”, diz. Condomínios verticais são mais procurados por casais jovens, que estão iniciando uma família agora.

Entre os benefícios que quem está buscando uma casa e está aberto a mudar de cidade encontra na cidade é a sua localização. “É sempre importante lembrar que Campo Largo tem uma ótima localização, está há poucos minutos do Parque Barigui, tem rodovias de acesso fácil tanto a Curitiba como Ponta Grossa”, refere. Outros pontos são a segurança e a tranquilidade. Campo Largo pode ser considerada uma cidade segura com relação às demais da RMC e ainda é tranquila por estar em processo de expansão.

Grandes investimentos também atraem e dão maior visibilidade para a cidade. “Investimentos como o shopping que vai ser construído chamam atenção, mostram o desenvolvimento da cidade. Nessa época de crise está mais difícil de grandes empresas realizarem grandes investimentos, mas a cidade já foi muito movimentada por ocasiões como essas”, finaliza.
 

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