17/07/2015
O Paraná é o estado que mais criou empregos com carteira assinada no país nos cinco primeiros meses de 2015, mas no restante do país a realidade é outra, uma vez que mais de 115 mil postos de trabalho foram eliminados. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), embora o Paraná tenha gerado 22.723 novos postos de trabalho, o Brasil perdeu quase 244 mil vagas.
“Temos uma crise instalada de forma geral, com isso, há redução no PIB e compressão de preços, o que afeta diretamente a indústria que passa a enxugar o quadro de funcionários”, afirma o Conselheiro da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e Consultor em Recursos Humanos, Bernt Entschev.
O Conselheiro da AHK Paraná destaca ainda que o mercado fica cada vez mais pressionado, já que muitos jovens se formam e entram no mercado de trabalho todos os anos. Além disso, muitas vezes, para não ficar desempregado o profissional aceita remunerações mais baixas e ‘qualquer tipo’ de emprego.
Se por um lado o agronegócio é um dos segmentos que tem conseguido se manter, devido a alta do dólar, outros setores foram bastante afetados. É o caso da indústria metalmecânica; da construção civil e do setor de infraestrutura. “A crise atinge diretamente esses setores por conta dos financiamentos administrados pelo Governo”, explica Entschev.
O fato é que perder o emprego é sempre desesperador. Imagine, então, na atual crise. A pergunta que qualquer um faria é: e agora, como se reposicionar no mercado?
O Consultor em Recursos Humanos dá algumas dicas para quem está nessa situação: “hoje, a pessoa que fica desempregada tem que manter a calma, em primeiro lugar. Se ela se desesperar terá o psicológico afetado, e isso pode atrapalhar o desempenho em entrevistas futuras, por exemplo. Outro ponto importante é fazer um plano orçamentário da casa para gastar somente o necessário. E não tire férias – para não perder o entusiasmo, mantenha-se ocupado – é ideal que o indivíduo passe a mesma quantidade de horas que trabalhava, buscando emprego, fazendo uma atualização profissional ou trabalhando para ele mesmo.”
Embora, muitas vezes, as pessoas só se lembram da sua rede de contatos em momentos de adversidade, manter um bom relacionamento com colegas atuais e retomar contato com ex-colegas de trabalho são pontos fundamentais na visão de Entschev. “Há ainda a possibilidade de buscar auxílio de headhunters, pois, normalmente, eles sabem das vagas do mercado e podem fazer indicações, caso a pessoa esteja no perfil da empresa”, acrescenta.
Revisar a carreira e empreender também são algumas alternativas para quem perde o emprego e não sabe o que fazer. Para o Conselheiro da AHK Paraná essa pode ser a chance de encontrar outro segmento que traga satisfação profissional. “E por que não abrir algo próprio? Dá para montar um negócio com pouco dinheiro, mas é interessante saber o tipo de risco que você pode correr e até quanto pode perder. Para isso, faça uma reserva de riscos”, conclui.