Nas Eleições 2026, o Paraná elegerá dois dos três representantes que terá na Casa pelos próximos oito anos, isso significa que cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o cargo.
Diferentemente da eleição para deputado, em que as vagas são distribuídas de acordo com o sistema proporcional, a disputa pelo Senado segue o sistema majoritário, onde são eleitos os candidatos que obtiverem o maior número de votos no Estado. Em 2026, como estão em disputa duas cadeiras, os dois mais votados serão eleitos.
Mas, afinal, o que faz um senador? E qual é a diferença entre as atribuições do Senado e as da Câmara dos Deputados? Com essas perguntas em mente, a Folha de Campo Largo encerra a série de entrevistas com os candidatos apresentando também um guia para o eleitor entender a importância do cargo que estará em disputa.
O que faz um senador?
O Senado Federal é uma das duas Casas que formam o Congresso Nacional, ao lado da Câmara dos Deputados. Enquanto os deputados federais representam a população, os senadores representam os Estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação possui três senadores, independentemente do tamanho da população. Ao todo, o Senado é formado por 81 parlamentares.
Entre as principais atribuições dos senadores está a participação no processo de elaboração, discussão e aprovação das leis federais. Projetos podem começar na Câmara ou no Senado e, dependendo da tramitação, precisam ser analisados pelas duas Casas antes de seguir para sanção ou promulgação.
O Senado também possui competências próprias. Cabe à Casa, por exemplo, aprovar previamente determinadas autoridades indicadas pelo presidente da República, como ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República. Também compete exclusivamente ao Senado processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República, ministros de Estado e outras autoridades nos crimes de responsabilidade, nos casos previstos pela Constituição.
Outra função importante está relacionada às contas públicas. O Senado autoriza operações financeiras de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de estabelecer limites e condições para determinadas operações de crédito e para a dívida pública. O parlamentar também participa de votações, comissões, debates, fiscalizações e decisões que podem afetar diretamente políticas públicas, investimentos e a distribuição de recursos entre União, Estados e municípios.
O mandato de um senador dura oito anos, enquanto as eleições para o cargo ocorrem a cada quatro anos. A renovação do Senado é alternada, pois em uma eleição, é renovado um terço das cadeiras e, na seguinte, dois terços. Em 2026, dois terços do Senado estarão em disputa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. No caso do Paraná, isso significa que duas das três cadeiras do Estado estarão em disputa. A terceira permanece com o senador cujo mandato não termina em 2027.
Quem são os suplentes?
Cada candidato ao Senado concorre acompanhado de dois suplentes. Eles não recebem votos separadamente, pois eleitor vota no candidato titular e, junto com ele, escolhe a chapa que inclui estes nomes.
Os suplentes podem assumir a cadeira em situações previstas na legislação, como afastamento temporário do titular ou quando ocorre uma vacância definitiva do cargo. Em caso de impedimento do primeiro suplente, o segundo pode assumir.
Atualmente, uma das três cadeiras do Paraná no Senado é ocupada por Sergio Moro (PL), cujo mandato vai até 2031. Como o senador disputa o Governo do Paraná em 2026, uma eventual eleição para governador abriria uma situação específica para a cadeira. Nesse caso, Moro deixaria o Senado para assumir o governo estadual, e a vaga seria ocupada pelo primeiro suplente de sua chapa, conforme as regras de suplência, que é o advogado Luis Felipe Cunha.
Quem são os candidatos entrevistados pela Folha?
Para levar o debate eleitoral para mais perto do eleitor de Campo Largo, a Folha de Campo Largo entrevistou os candidatos ao Senado que apareciam com mais de 5% das intenções de voto na pesquisa eleitoral mais recente acompanhada pelo jornal.
Foram convidados Alexandre Curi (Republicanos), Gleisi Hoffmann (PT), Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Cristina Graeml (PSD) e Dr. Rosinha (PT). A equipe de Cristina Graeml não respondeu ao convite da Redação, enquanto Dr. Rosinha não encaminhou as respostas até o fechamento da série.
Os quatro candidatos que responderam às perguntas foram entrevistados sobre três temas diretamente relacionados à realidade de Campo Largo, sendo eles infraestrutura e logística, mobilidade e desenvolvimento urbano, e indústria, empregos e competitividade.
Alexandre Curi — Republicanos
Número: 100
Primeiro suplente: Dudu Potencial
Segundo suplente: Nelson Padovani
Curi aparece como líder na pesquisa considerada pela Folha, com 15% das intenções de voto. Nas entrevistas, defendeu investimentos em infraestrutura, revisão do pacto federativo, fortalecimento da indústria e ampliação dos recursos destinados aos municípios.
Gleisi Hoffmann — PT
Número: 131
Primeiro suplente: Assis Gurgacz Neto
Segundo suplente: Prof. Aldair Rizzi
Com 11% das intenções de voto na pesquisa considerada pela Folha, Gleisi Hoffmann defendeu maior articulação federal para obras de infraestrutura, projetos metropolitanos de mobilidade e investimentos no setor industrial.
Filipe Barros — PL
Número: 222
Primeiro suplente: Paulo Base
Segundo suplente: Sérgio Domingues
Filipe Barros aparece com 9% das intenções de voto na pesquisa considerada pela Folha. Nas entrevistas, destacou a necessidade de ampliar a participação do Paraná na distribuição dos recursos federais e de enfrentar gargalos logísticos e de mobilidade.
Deltan Dallagnol — Novo
Número: 300
Primeiro suplente: Professor Picler
Segundo suplente: Markenson Marques dos Santos
Também com 9% das intenções de voto na pesquisa considerada pela Folha, Dallagnol apresentou como principal eixo de suas respostas a fiscalização dos recursos públicos e dos contratos.
Na urna, o eleitor deverá digitar um número para o primeiro candidato ao Senado e confirmar. Em seguida, deverá escolher um segundo candidato e confirmar novamente. Os dois candidatos mais votados no Estado ocuparão as duas cadeiras em disputa.