A agenda petista inclui distribuição de folhetos em vários pontos da cidade e a Carreata Bora Lula, que será realizada na manhã deste sábado (24)
Com 20.761 votos recebidos no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, o equivalente a 28,43% dos votos válidos em Campo Largo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou a primeira etapa da disputa presidencial atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que teve 44.882 votos, ou 61,45%. Para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, o Partido dos Trabalhadores em Campo Largo busca ampliar o apoio ao atual presidente por meio de ações de rua, mobilização nas redes sociais e conversas com eleitores que escolheram outros candidatos ou não compareceram às urnas.
A campanha no município tem sido organizada com a participação voluntária de militantes e apoiadores, que se propõem a realizar diversas atividades, como panfletagens, bandeiraços, caminhadas, produção de cartazes e ações em espaços públicos. Segundo a presidente do Diretório Municipal do PT, Dalila de Castro Sousa, o objetivo é aproximar a campanha da população, apresentar as propostas de Lula e ampliar o diálogo para além dos eleitores que já apoiam o partido.
No último sábado (17), apoiadores realizaram uma mobilização na região central de Campo Largo, com distribuição de materiais e conversas com moradores, seguida de caminhada. A organização não dispõe de uma estimativa precisa do número de participantes ou do alcance total das ações. Ressalta que a campanha depende do envolvimento de pessoas que conciliam a militância com o trabalho, os estudos e a rotina familiar e comenta que o receio de hostilidades e represálias também pode fazer com que parte dos apoiadores evite se manifestar publicamente.
Para esta semana, o partido prevê novas ações de panfletagem em pontos como Hospital do Rocio, na região da Porcelana Schmidt, Terminal Urbano e proximidades do Hospital de Olhos e da Praça de Skate. A agenda inclui ainda a Carreata Bora Lula, marcada para sábado (24), com concentração às 9h, na Praça do Itaqui. A expectativa é reunir mais apoiadores na reta final e ampliar a presença da campanha nas diferentes regiões do município.
Além de fortalecer a mobilização de sua base, o PT pretende alcançar pessoas que votaram em outros candidatos no primeiro turno e eleitores que não compareceram às urnas. A estratégia, segundo Dalila, é apresentar as propostas do partido e ouvir as demandas da população, inclusive de quem se identifica com pautas conservadoras.
Na avaliação da dirigente, o resultado do primeiro turno demonstra que há um desafio para ampliar a votação em Campo Largo, mas também evidencia a existência de uma parcela expressiva do eleitorado que apoia Lula. Ela atribui parte das dificuldades enfrentadas pelo partido ao antipetismo, à polarização política e à circulação de desinformação nas redes sociais.
Entre os temas que a sigla pretende destacar estão geração de empregos, valorização dos salários, combate à fome, educação, saúde pública, inclusão social e redução das desigualdades. Para o PT, a campanha deve mostrar como essas políticas podem contribuir para melhorar as condições de vida da população, independentemente de suas preferências ideológicas.
Dalila afirma que a intenção é conquistar novos votos por meio do diálogo e da apresentação de propostas, sem tratar eleitores de outras candidaturas como adversários. A presidenta também defende que a disputa eleitoral seja pautada por informações, argumentos e comparação entre os projetos apresentados para o país.
Sobre o episódio de confronto envolvendo apoiadores de Lula e de Bolsonaro no Centro de Campo Largo, no sábado (17), ela comenta que o PT repudia a violência política e defende o direito de manifestação, independentemente da posição ideológica dos participantes.
Para Dalila, as divergências políticas não podem justificar intimidações ou agressões, e o receio de violência não deve impedir a participação da população em atividades públicas. O diretório informou ainda ter publicado uma nota sobre o caso nas redes sociais e afirmou que continuará realizando mobilizações de forma pacífica durante a campanha.