A queda significativa no número de jovens que não estudam nem trabalham no Paraná revela um movimento importante e transformador. Em cinco anos, o Estado reduziu em 100 mil o contingente da chamada geração “nem-nem”, passando de 474 mil jovens em 2019 para 374 mil em 2024. O dado, compilado pelo Ipardes e apresentado na Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, mostra que o Paraná avança na articulação entre educação, políticas públicas e oportunidades reais de inserção profissional. Hoje, apenas 11% dos jovens de 15 a 29 anos se encontram fora da escola e do mercado, um dos menores índices já registrados.
Esse resultado não acontece por acaso. A ampliação de programas educacionais, o fortalecimento das universidades estaduais, a incorporação de disciplinas como robótica e programação e iniciativas como o Presente na Escola e o Ganhando o Mundo têm criado um ambiente favorável para que o jovem permaneça na sala de aula e vislumbre novas possibilidades. Mas, para além das políticas públicas, existe a necessidade de abrir espaço para que os jovens atuem e aprendam dentro das empresas e organizações. Há um papel compartilhado, ao mesmo tempo em que o mercado precisa acolher a juventude, também é fundamental que o jovem esteja disposto a ouvir, aprender e absorver a experiência de quem já faz o dia a dia acontecer. A troca entre gerações é um diferencial que fortalece equipes, aperfeiçoa processos e prepara os novos profissionais para desafios cada vez mais complexos.
Esse preparo se torna ainda mais urgente em um cenário em que a tecnologia redefine rotinas, funções e expectativas. Segundo pesquisa nacional da Nexus e da Demà, 80% dos jovens acreditam que o conhecimento sobre Inteligência Artificial influencia diretamente na conquista de um emprego, o que faz sentido, já que a IA já está incorporada a múltiplas tarefas, e 69% dos jovens reconhecem que essas ferramentas podem acelerar sua aprendizagem.
No entanto, se a IA amplia horizontes e facilita processos, ela não substitui a necessidade de formação sólida. A tecnologia aumenta a produtividade, mas exige profissionais que saibam usá-la de forma estratégica, ética e criativa. Em um mundo em transformação, manter-se em constante aprendizado não é mais opcional, mas é condição essencial para competir, crescer e se diferenciar. A juventude que se prepara agora terá mais oportunidades, mais autonomia e mais protagonismo.
Opinião
Juventude em movimento com aprendizado, trabalho e futuro