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Saúde

Momento exige atenção para eliminar mosquito que transmite Dengue

Mesmo que a situação não esteja complicada em Campo Largo, o Paraná encontra-se em situação epidêmica para a doença

Momento exige atenção para eliminar mosquito que transmite Dengue

Desde o dia 19 de abril deste ano a Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (SESA-PR) já confirmou que o estado encontra-se em situação epidêmica de Dengue. No Boletim semanal nº 35, publicado no site da SESA-PR em 26 de abril, estão computados os casos conforme período epidemiológico de Dengue (Agosto/2021 até Julho/2022). Foram notificados 94.334 casos suspeitos. Destes, confirmaram-se 30.010 casos, com 26.074 autóctones e 5 óbitos.

Neste mesmo período, o município de Campo Largo investigou 17 casos, sendo 1 confirmado para a doença. Nenhum deles teve como provável a contaminação no município (seriam casos importados), indo felizmente na contramão das estatísticas. É importante destacar que, durante toda a pandemia de COVID-19, os Agentes de Combate à Endemias (ACE) da cidade permaneceram realizando as atividades de rotina. Isso ajudou a manter o controle da infestação de mosquitos Aedes aegypti. Diariamente, a equipe de ACE’s desloca-se para os trabalhos de Levantamento de Índice (LI). Ou seja, eles visitam um percentual de imóveis do município para procurar focos e fazer as orientações cabíveis.

Além desse trabalho, a equipe de ACE´s faz monitoramento de pontos estratégicos a fim de controlar a proliferação dos mosquitos. São selecionadas empresas, principalmente na beira das BR 's, que desenvolvam atividades que podem ser favoráveis para o trânsito e manutenção de larvas do mosquito-da-dengue. Por exemplo, transportadoras que podem ter água parada em lonas ou em produtos estocados.

As denúncias e os casos suspeitos (ou confirmados) das arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya), quando notificados, também são visitados pelos ACE´s. Nos casos confirmados desses agravos, os agentes visitam a residência do paciente e os imóveis do entorno em busca de focos. Esse trabalho visa minimizar o risco de algum mosquito rajado picar o paciente positivo e transmitir para os demais moradores da região, evitando que o ciclo de transmissão seja sustentado no município.

Desta forma, a Prefeitura pede a todos que, especialmente nesse momento de altos índices de chuva, redobrem suas atenções aos possíveis locais que acumulem água, mesmo que sejam mínimos. Água parada em qualquer quantidade pode se tornar um criadouro, um local onde o mosquito nasce e procria.

Vale ressaltar que, atualmente, Campo Largo não é considerado um município infestado, tão pouco teve casos de contaminação no próprio município (autóctones). Mas não é por isso que podemos descuidar! Precisamos estar sempre atentos e eliminar qualquer foco que possa permitir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.