19/11/2012
De cara nova, Renault Clio tem motor “valente”, mas peca no acabamento
19/11/2012
De cara nova, Renault Clio tem motor “valente”, mas peca no acabamento
19/11/2012
Fonte:R7.com
Para recuperar espaço no mercado de populares de entrada, o Clio acaba de ganhar cara nova para 2013. Levemente reestilizado, o hatch mais barato da Renault no Brasil está com a dianteira mais moderna, com faróis e grade arrojados e inspiração declarada na quarta geração do hatch, lançada em setembro no Salão de Paris (França) — e duas à frente do Clio daqui. A atualização visual, aliás, ficou concentrada na frente. Atrás, as lanternas permanecem com o formato antigo, só as seções de luz foram remodeladas.
Em algumas versões, o “novo” Clio também traz adesivos cheios de estilo no teto e no capô — é a tal moda da personalização. Vendido a partir de R$ 23.290, o Renault só deixa a desejar nos acabamentos internos, que não sofreram grandes mudanças e seguem abusando do plástico no painel e nas portas sem forro. Para compensar, agora o Clio recebe molduras, escolhidas pelo cliente, que cobrem a peça e deixam o interior mais descolado.
Mecânica foi aprimorada
Além da renovação visual, uma das principais novidades do Clio é o motor 1.0 16V Hi-Power flex, que foi amplamente reformado para ganhar potência e torque e beber menos combustível. Com as mudanças, o 1.0 desempenha bom papel, mantendo boas acelerações e fazendo jus à fama de valente do modelo. Com o ar-condicionado ligado, a versão Expression de quatro portas (R$ 24.950) — testada pelo R7 Carros — demora um pouco a responder e ameaça engasgar na saída. Depois engrena e a viagem segue sem transtornos. O câmbio é o mesmo de antes, mas os engates parecem mais suaves.Os bancos e o espaço interno comportam bem um motorista de 1,84 m e quatro passageiros. Os joelhos não batem no volante e dobram em uma angulação confortável para acelerar ou acionar a embreagem. O espaçamento entre os bancos dianteiros e traseiro é suficiente para evitar aperto e esbarrões.
O porta-luvas — com dois suportes para copos — tem espaço razoável para CDs e documentos. Os porta-objetos laterais comportam tranquilamente celulares, blocos e carteiras. Resumidamente, há bons nichos para guardar trecos na frente.
Na versão mais simples Authentique, com duas portas e sem ar-condicionado, o Clio chama atenção pelo baixo consumo de seu motor flex. Segundo a Renault, o hatch percorre quase 16 km/l na estrada e 14,3 km/l na cidade. Com etanol, o desempenho é de 10,7 km/l na estrada e 9,5 km/l em perímetro urbano.
Cara jovem, lateral velha
A primeira sensação de quem vê o “novo” Renault Clio em ação é de que o hatch tem design bem à frente do antigo modelo. Mas as alterações se restringem aos detalhes de farol, lanterna, grades e retrovisores. Olhado de perfil nota-se que o Clio é o mesmo de antes e foi apenas levemente retocado. A lateral, com frisos de plástico e maçanetas arredondadas, não foi alterada. Por isso, é difícil notar a diferença entre as versões 2012 e 2013. Já o escudo da marca francesa e do nome centralizado na traseira foi mantidos.Salvo pelo aspecto da personalização — há quase 300 possibilidades de adesivos e molduras e detalhes de estilo — o “novo” Clio mudou bem pouco. Só que a Renault sabe que a briga entre os compactos de entrada vai esquentar no fim de 2013. Com a chegada de novos competidores, as quatro grandes (Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen) já desenvolvem sucessores para Mille, Ka, Celta e Gol G4. Esses quatro modelos compõem a lista dos cinco carros mais vendidos do país. Ou seja, vem “chumbo grosso” por aí. O Clio já está pronto.