Geral

Série B

01/08/2012

Saulo leva frango, Atlético-PR vence o Guaratinguetá e se aproxima do G-4

Série B

01/08/2012

Fonte:G1.com

Frango do Saulo e vantagem atleticana

Os times entraram em campo com formações e estratégias distintas. O Guaratinguetá, no 3-5-2, apostou na velocidade pelos lados do campo, na criatividade do camisa 10 Lenílson e no poder de finalização do centroavante Alemão. O Atlético-PR, no 4-3-3, contou com a movimentação do trio de ataque, formado por Marcelo, Bruno Furlan e Tiago Adan.

Apesar do gramado ruim no Estádio Dario Leite e dos erros de passe, os times conseguiram criar, pelo menos, sete oportunidades claras de gol - quatro para o Furacão; três para o Guará.

Os paranaenses ameaçaram com Marcelo, que chutou cruzado e tirou tinta da trave de Saulo. Depois, Bruno Furlan bateu para o gol, mas o camisa 1 do time paulista defendeu. O Guará respondeu com o zagueiro Marquinhos, que girou na área e acertou a trave rubro-negra, e com Alemão, que finalizou de fora e parou nas mãos do goleiro do Atlético-PR.

Aos 22 minutos, antes da conclusão de Alemão, o lateral Maranhão tocou com a mão dentro da área - pênalti não marcado pelo árbitro Manoel Nunes Garrido (BA), para reclamação da torcida da casa e do técnico Pintado. Na sequência, Tiago Adan, cara-a-cara com o goleiro após lançamento longo, e Alemão, em chute cruzado, desperdiçaram mais duas chances claras.

Com o duelo equilibrado, só uma jogada individual - ou uma falha - para o gol sair. E foi em um frango de Saulo que o Atlético-PR abriu o placar. Aos 36, o atacante Bruno Furlan chutou forte, mas de muito longe, e o goleiro do Guará deixou a bola passar entre as pernas - Furacão 1 a 0. Depois do gol, o camisa 7 sofreu entorse no joelho esquerdo e foi substituído pelo atacante Taiberson.

Segundo tempo

O técnico Pintado promoveu uma alteração no intervalo. Ele sacou o zagueiro Igor (ex-Furacão, campeão brasileiro em 2001), colocou o meia Ruan e o time passou do 3-5-2 para o 4-4-2. E o segundo tempo começou - assim como a etapa inicial - bastante equilibrado e aberto, com trabalho para os goleiros Saulo e Weverton. O volante João Paulo cruzou, e a bola desviou no zagueiro Fábio Braz, mas o camisa 1 do Guará salvou. Depois, o zagueiro Marquinhos cabeceou, e o arqueiro atleticano segurou.

Em busca do gol do empate, o treinador do time paulista trocou, aos 16 minutos, o volante Jairo pelo atacante Erivelton, e o time foi do 4-4-2 para o 4-3-3. Apesar de mais ofensivo, o Guaratinguetá abusava das jogadas pelo congestionado meio da área, errava muitos passes e sofria para chegar ao gol rubro-negro. Tanto que a melhor oportunidade até os 25 minutos foi do Atlético-PR em um contra-ataque. O lateral-esquerdo Heracles bateu cruzado, de bico, e quase ampliou.

Depois dos 25, a partida ficou mais brigada do que jogada. O Guará - com Jonatan no lugar de Marcinho - arriscou com Erivelton, que parou no goleiro atleticano. O Furacão - com o zagueiro Luiz Alberto e o volante Renato nas vagas de Tiago Adan e Maranhão - conseguiu segurar a pressão dos mandantes nos últimos minutos. Vitória suada, mas que deixa o Furacão mais perto do G-4. Já o Guaratinguetá continua entre os últimos e ainda tenta reencontrar o caminho das vitórias na Série B.
 

Jogo esquenta no fim, mas Paraná e Avaí ficam no empate na fria Curitiba


 

Paraná e Avaí não poderiam ter lamentado o empate em 1 a 1 no Durival de Britto, na noite desta terça-feira. Pelo contrário, deveriam celebrar sair do campo com um ponto a mais em suas contas na Série B do Campeonato Brasileiro. O confronto direto pela reabilitação no campeonato teve poucos lances de emoção, resguardados os instantes do segundo tempo, quando o desespero falou mais que a razão.Quando a partida entrou nos últimos minutos é que os times se deram conta de que um empate não é dos melhores resultados em um campeonato de pontos corridos. Mas era tarde. Ficou o passe magistral de Cléber Santana para que Diogo Acosta abrisse o placar aos avaianos e a garra de Nilson em disputar, e ganhar, pelo alto da defesa, acertar o ângulo e empatar o jogo.

Depois da igualdade em Curitiba, o Paraná vai ter que buscar a vitória sobre o ABC, no Frasqueirão, no jogo que fecha a 15ª rodada da Série B, às 21h (de Brasília) de sábado. Os paranistas não saíram da oitava colocação. Nem o Avaí largou a posição. Por isso aposta no apoio da torcida para vencer o Ceará, também no sábado, às 16h20m, na Ressacada.

Primeiro tempo resfriado

O frio de Curitiba gelou o primeiro tempo no Durival de Britto. O Paraná tentava tomar as ações ofensivas. Quase todo atrás, o Avaí não tinha saída de bola e esperava uma oportunidade de sair em contragolpe. O jogo se densenrolava pelo lado direito paranista. Tanto que o lateral Paulo Henrique teve as chances mais agudas, nas costas do ofensivo lateral-esquerdo Julinho. A melhor alternativa avaiana foi aos 23 minutos, quando Laércio jogou na área e torceu para que Diogo Acosta tivesse alcançado para completar para as redes.

No minuto seguinte, aconteceu o lance mais marcante do segundo tempo — e pelo meio de campo. O volante do Avaí Rodrigo Thiesen tentou a transição defesa-ataque quando foi interceptado pelo pé de Lúcio Flávio em sua face. Muito sangue no rosto do jogador do time catarinense, que não suportou e teve que ceder sua posição a Pirão. Depois disso, seguiu-se o festival de faltas pelo meio de campo e poucos lances.

Ricardinho quebra o gelo

Para quebrar o gelo, o técnico Ricardinho mandou a campo Luizinho e o atacante Nilson, depois do intervalo. E foi ele que quase derrubou o primeiro zero do placar, aos 10 minutos. Lúcio Flávio bateu escanteio no miolo da área e o centroavante, na segunda trave, chutou pro gol. Diego catou firme. O Paraná pressionava, mas o Avaí conseguiria sair do sufoco e espantar o frio.

Cinco minutos depois, Julinho, na lateral esquerda, tocou para Cléber Santana que deu um passe magistral. Ele botou na frente, entre a zaga, para transformar o toque em assistência para Diogo Acosta surgir da direita e chutar cruzado e no canto de Luís Carlos. O Avaí marcou e também teve sorte. Aos 19, Zé Luís arrematou para pegar o goleiro Diego no contra-pé. Passou perto.

Porém ao 30 minutos passaria pelo lado de dentro quando Ricardo Assunção bateu falta rapidamente, no meio de campo, e mandou para o meio da área para ver no que dava. Deu. Nilson pulou entre os defensores de azul e branco e conseguiu dar uma casquinha na bola com a cabeça. Foi certeiro: na gaveta do goleiro Diego para empatar o confronto.

Daí por diante a partida pegou fogo. Foi-se a tática, entrou a garra. Pelo Paraná, Luizinho parou na defesa de Diego, aos 36, e aos 41 minutos Geraldo acertou a trave avaiana. A boa chance do time catarinense foi em cobrança de falta de Cléber Santana que passou perto. Bons arremates, porém desesperados demais para recobrar os 75 minutos anteriores desperdiçados pelos dois lados.

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