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Caminhoneiros

28/07/2012

Caminhoneiros fazem protestos em oito rodovias do PR, dizem polícias

Caminhoneiros

28/07/2012

Fonte:G1.com

Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ponta Grossa (Sinditac) e representante do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Neori Leobet, os caminhoneiros estão preocupados com a própria segurança. Um dos pontos da lei que é questionada pelo sindicato é o da jornada de trabalho, que obriga os caminhoneiros a parar após oito horas ao volante. “Nós somos a favor da lei, mas é preciso que se criem lugares para que possamos parar”, diz.

Além disso, ele explica que a categoria pede que o governo ajude na revisão dos contratos de financiamento dos caminhões. Leobet acredita que com a redução da jornada de trabalho, o valor que os motoristas podem conseguir com os fretes tende a diminuir. “Tem gente com prestações de R$ 7 mil, R$ 8 mil, que foram feitas com base naquilo que eles esperavam ganhar, mas agora como podem pagar isso?”, questiona.

Negociações
Leobet conta que, durante as negociações para a criação da lei, acabou indo dez vezes a Brasília para conversar com representantes do governo. Contudo, as pautas dos caminhoneiros não avançaram completamente e a lei acabou sancionada com divergências quanto às reivindicações dos trabalhadores. “Faltou um pouco mais de diálogo”, avalia.

O presidente do sindicato faz ainda um alerta de que a paralisação poderá continuar durante a próxima semana, caso as negociações com o governo não avancem. Ainda de acordo com Leobet, no sudoeste do estado, a adesão ao movimento atingiu 80 % dos caminhoneiros. “Amanhã (28), o pessoal de Cascavel também deve parar”, afirma.

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