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Bijuterias

27/07/2012

Trabalho informal chega a gerar mais renda que o fixo

Bijuterias

27/07/2012

As mulheres são sempre admiradas por acumularem funções. Mesmo ganhando destaque no mercado de trabalho formal, muitas ainda encontram tempo para exercer outras atividades para geração de renda. Esse é o caso de Cláudia Rossa (38), que fez um curso técnico em Contabilidade, é formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Didática do Ensino Superior e atualmente vende cosméticos e faz bijuterias para vender, o que em muitos meses já gerou renda maior que o emprego fixo.

Claudia diz que não se incomoda em ter feito faculdade e atualmente conciliar com estes trabalhos, até porquê todo seu conhecimento hoje favorecem para que ela tenha visão de abrir um negócio próprio.

Ela trabalhou por 19 anos na Incepa, de onde saiu há três anos, sendo o último cargo como assessora da diretoria de produção. Há seis anos leciona no curso técnico de Empreendedorismo e Produção da Facecla, há dois anos vende produtos Mary Kay, há 12 anos Avon e há 15 anos vende produtos Natura. Ela se diverte contanto que desde os oito anos vendia “coisas” na escola. Escondido da mãe, chegava a encapar caixas de papelão para vender para as amigas, para poder comprar lanche. “Eu estava sempre vendendo alguma coisa e as meninas gostavam”, diz.

Ela diz que precisa estar sempre ocupada com alguma coisa. Há cinco anos, quando pegou férias do trabalho e o marido estava trabalhando, inventou de fazer bijuterias mesmo sem cursos. Comprou várias peças e quando chegou em casa viu que os tamanhos estavam todos errados. Voltou para a loja, pediu orientação para a vendedora, trocou as peças e começou a fazer as bijuterias. No início, foi para ocupar o tempo e uso pessoal, mas muitas mulheres sempre que viam queriam comprar. “Cheguei a tirar colar do meu pescoço para vender, de tanto que queriam. E as minhas clientes para quem eu vendia os outros produtos também começaram a gostar”, relata.

Atualmente vende as peças em casa e atende à domicílio. Com o ótimo resultado que tem com as vendas, e até pelo fato de não ter um lugar específico em casa para vender, tem planos de em breve abrir uma loja, o que irá facilitar a venda e divulgação para novas clientes. O simples fato de ter feito um perfil no Facebook no mês passado já lhe rendeu a venda de 30 peças, o que a estimulou ainda mais a querer abrir uma loja.

“Esse trabalho manual, pra mim, é terapêutico”, confessa ela, que algumas vezes chegou a dormir apenas quatro horas em uma noite para antecipar a produção das peças para vender. Como diferencial dos produtos, ela compra materiais de qualidade e duráveis, e ainda oferece assistência das peças. Ainda é preciso estar sempre acompanhando as tendências, do que está sendo usado em novelas e que aparece nas revistas, por exemplo, participar de eventos na área e, além de querer trabalhar neste ramo, é preciso ter jeito e bom gosto para saber o que oferecer.
 

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