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Vinho

20/07/2012

A arte de combinar vinho com comida

Vinho

20/07/2012

A queda de temperatura nesta época do ano combina com um bom vinho, principalmente o tinto, mais encorpado. E este gosto esta se popularizando. É uma bebida que traz vários benefícios à saúde e possui uma grande variedade de opções, combinando com diferentes pratos de comida.

O que diferencia um bom vinho é o cuidado na seleção das melhores uvas. Há uma vasta opção, para todos os paladares e ocasiões. Segundo o enólogo Eduardo Agnoletto, também proprietário da Bacco & Tabacco, o clima e solo da região que origina a uva utilizada para fazer o vinho influencia no sabor e cada um tem sua característica. Para fazer a harmonização com comidas, deve-se prestar atenção aos molhos e acompanhamentos. “Mas como regra geral, a maior intensidade de sabores dos pratos deve corresponder a uma maior intensidade de sabores nos vinhos. O açúcar da comida atenua a acidez do vinho, a acidez do vinho atenua a gordura do prato a ser servido e a suculência da comida atenua o tanino do vinho”, explica.

Há combinações mais difíceis, pois alguns ingredientes, como vinagre, frutas cítricas, ovos, aspargos, alcachofra e chocolates, são muito marcantes e se tornam um desafio.

Eduardo recomenda que com carne vermelha e caça deve ser servido um vinho tinto; peixes e frutos do mar com brancos. Em pratos cozidos com queijo uma boa combinação é o vinho branco leve ou tinto suave.

Benefícios

Quando ingerido moderadamente, o vinho proporciona diversos benefícios. Segundo o livro “ABC Ilustrado da vinha e do vinho”, esta bebida possui propriedades antissépticas que inibem a atividade e o desenvolvimento de bactérias, bacilos e germes no sistema digestivo. Em pequena quantidade, o vinho facilita a digestão pois estimula a secreção biliar, tem propriedade diurética devido à presença de ácido tartárico.

Tem sido constante a ação favorável do vinho tinto, quando ingerido regulamente em uma das refeições, ao sistema cardiovascular, pela presença de tônicos circulatórios e antioxidantes – flavonóides e resveratrol – em sua composição, oriundos das cascas das uvas tintas.

Ao resveratrol atribui-se adicionalmente a propriedade de elevar a concentração do colesterol bom (HDL) e inibir o agrupamento plaquetário no sangue.

Um pouco mais sobre Vinho


Carménère – Esta é a uva do momento e em sua maioria são produzidas no Chile. Apresenta uma cor vermelha violácea profunda, com aromas de frutas vermelhas como a framboesa e a amora, terra molhada e especiarias, com um toque herbáceo que varia de acordo com o nível de maturação da uva. Seus taninos são suaves e elegantes. O melhor cultivo desta uva é no Vale de Colchágua.

O vinho espanhol – Um bom vinho espanhol deve ter equilíbrio entre a fruta e o paladar da madeira. Diferencia-se em Joven (pouco envelhecido), Crianza (tinto, branco ou rosado de boa qualidade, envelhecido pelo tempo mínimo de dois anos), Reserva (vinho superior feito nas melhores safras - os tintos devem envelhecer pelo menos por três anos, os brancos e os rosados por dois anos) e Gran Reserva (elaborado em safras excepcionais - tintos devem envelhecer pelo tempo mínimo de cinco anos e os brancos e os rosados podem envelhecer por quatro anos).

França - Bordeaux, na França, é a maior região produtora de vinhos do mundo, com cerca de 100 mil hectares plantados, onde se originam os mais variados tipos de vinhos. É a terra dos famosos vinhos como o Château Mouton-Rothschild, Château Latour, Margaux, D’Yquem e Pétrus.

Uruguai – A uva Tannat é considerada a uva emblemática do Uruguai e a partir dela são produzidos vinhos de cor profunda, aromas deliciosos de frutas negras, geleias e chocolate e são muito encorpados, com taninos macios e sedosos.
 

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