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Tcheco

19/07/2012

Sai o ídolo Tcheco e entra o cartola do Coritiba Anderson Simas Luciano

Tcheco

19/07/2012

Fonte:G1.com

O agora dirigente também lembrou e agradeceu aos técnicos com quem trabalhou. Segundo ele, o aprendizado de cada um será levado para suas novas atribuições.

- Já no futebol, quero agradecer a todos os técnicos que me comandaram. Desde o juvenil até o último. Não vou citar todos, para não esquecer ninguém. Sou grato a todos, que me enriqueceram no futebol. Com certeza vou levar esse legado para o trabalho de dirigente ou diretor.

Assim como já tinha feito na noite de terça-feira, nas redes sociais, Tcheco destaca os três clubes que mais marcaram os 16 anos de carreira dele: Coritiba, Al-Ittihad e Grêmio.

- Destaco três clubes que tive identificação e foram marcantes para mim. O clube na Arábia, pela história e amigos que fiz lá. Pelo Grêmio, três anos e meio e o Coritba, onde vim finalizar minha carreira. Não vim finalizar por finalizar, mas acho que ajudei muito. Não conquistei duas estrelas da Copa do Brasil, mas vim resgatar a alegria do torcedor, com recordes e mais dois campeonatos paranaenses - completa.

Últimas atuações

Tcheco matinha um bom desempenho nas últimas partidas em que participou. Se a velocidade não era mais a mesma, o jogador sabia se colocar muito bem, continuava chutando de longe com perigo e era uma referência dentro de campo.

Uma de suas últimas boas atuações foi contra Sport, no Couto Pereira, na derrota do Coxa por 3 a 2, pela sétima rodada. Apesar do placar, o meia foi responsável pelo passe do primeiro gol e ainda fez o segundo gol do time, que lhe rendeu nota 7,5 no Armandão da rodada, acima de outros veteranos como Juninho Pernambucano, do Vasco.

Apesar da aposentadoria anunciada, Tcheco também dava sinais de que não estava 100% convencido de parar. A cada jogo, a cada aproximação da data, o jogador declarava em entrevistas que ainda tinha vontade de continuar jogando.

Finalista da Libertadores e tri-campeão paranaense

Tcheco foi o capitão da campanha do Grêmio na Taça Libertadores de 2007, quando o time chegou à final, mas foi derrotado pelo Boca Juniors.  Ele teve duas passagens pela equipe gaúcha  (2006-07 e 2008-2009), assim como pelo Coritiba (2002-03 e 2011-12).

Na primeira temporada no Coritiba, o meia se destacou no Campeonato Brasileiro de 2002 e, no ano seguinte, foi um dos líderes do título do Paranaense obtido de forma invicta pelo Coritiba. O desempenho lhe valeu uma transferência no mesmo ano para o clube árabe Al Ittihad, onde, além da independência financeira, Tcheco conquistou título importantes como a Copa do Rei em 2003 e a Copa da Ásia no ano seguinte.

Na sua segunda passagem pelo Coritiba, Tcheco chegou para reforçar um time que começava o ano com um bom astral. Depois de garantir a volta para a Série A do Brasileiro com três rodadas de antecedência, em 2010, o Coritiba entrava o ano de 2011 para fazer história, a começar pelo título paranaense, quando venceu os dois turnos e nem mesmo deu a chance de uma final.

O ano mágico do Coritiba ainda teve sequência de 24 vitórias, registrada no livro Guinness dos recordes, e a chegada até então inédita na final da Copa do Brasil, além de uma boa campanha no Brasileiro, que lhe valeu a sétima posição.

Em 2012, Tcheco ganhou ainda mais importância tática dentro do time, que demorou para encaixar, mas encontrava regularidade no veterano jogador, um dos líderes dentro e fora do campo no seu terceiro título paranaense.

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