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Moradores antigos do Itaqui compartilham suas vivências e desenvolvimento do bairro

A relação entre vizinhos, as famílias que construíram suas histórias na mesma região e as lembranças de quem acompanhou de perto as transformações da cidade fazem parte da identidade do Ita

Moradores antigos do Itaqui compartilham suas vivências e desenvolvimento do bairro

Campo Largo ainda tem uma característica muito presente da conexão entre vizinhos, grandes famílias morando na mesma região, valorização do comércio local, como também pessoas que acompanham de perto e sabem a história do desenvolvimento da cidade por fazerem parte desta trajetória.

Assim como a Folha já fez jornais especiais impressos por regiões da cidade, agora iniciou uma sequência de vídeos para trazer histórias contadas pelos próprios moradores. Para isso, a ideia é chamar uma pessoa conhecida da região para conversar com outros moradores. A primeira região escolhida foi o Itaqui e que foi representada pela Cléa Oliveira, ex-vereadora e que cresceu ali na região, onde sua família vive até hoje. Os vídeos podem ser vistos pelas redes sociais da Folha.

Quem participou das entrevistas foram a Vera Lúcia Portela de Brito da Silva, que há 66 anos mora na região, e Alceu Cordeiro de Souza, que desde a década de 70 mora na mesma casa em frente da onde é a Igreja Santa Cecília. O patrocínio para realização das entrevistas foi da VKR Empreendimentos que lançou recentemente o Residencial Terracotta.

Alceu conta que quando foi morar na região era tudo mato. “Onde estou morando tinha roça de milho”, diz. Ele acompanhou de perto a estruturação da comunidade e a construção da igreja local, e se envolveu para erguer os primeiros alicerces junto com a comunidade. “O primeiro buraco para fazer a construção, fundação da igreja, eu acompanhei. Naquele tempo era tudo manual, tudo difícil. Não tinha água encanada no local, e a água usada para fazer a massa do concreto da fundação era tirada do poço da minha casa e levada em tambores no carrinho de mão”, relembra.

Uma das coisas que ele valoriza é a proximidade com as pessoas e por ser um local tranquilo pra morar. “Nunca tive uma palavra de mau com nenhum vizinho. Me dou bem com os vizinhos, não tenho queixa nenhuma, um silêncio, de noite você dorme em paz. Se falta qualquer coisinha na cozinha, me dá um alô, me empresta qualquer coisa, eu empresto também. É uma região bem tranquila, vizinho bom, tudo morador antigo.”

A história do Itaqui também está diretamente ligada ao ciclo industrial da cidade, em especial à Porcelana Schmidt. O crescimento da empresa atraiu trabalhadores de diversas regiões, principalmente do Norte do Paraná, movimentando a economia e a demografia local. Vera, moradora do bairro Miranda, começou a trabalhar na Schmidt aos 14 anos e viveu de perto esse período. “Quando comecei, eram poucas as pessoas de Campo Largo que trabalhavam lá. Com o tempo, começou a vir muito pessoal do Norte para trabalhar. Fizemos muitas amizades e muitas dessas famílias criaram raízes e moram aqui até hoje”, conta. Além do trabalho na indústria, a convivência comunitária e o engajamento social sempre foram marcas da região. Vera e o marido, Josué, atuam há anos na Pastoral dos Coroinhas na Capela Santa Rita de Cássia, no Itaboa, liderando atividades com crianças e jovens da comunidade.

Mesmo com as mudanças pelo aumento populacional, os moradores ressaltam que o espírito de vizinhança e a tranquilidade continuam sendo o grande diferencial do Itaqui. Um dos pontos de encontro é a tradicional pracinha do Itaqui, que é ponto de descanso de trabalhadores na hora do almoço, local de encontro ao final da tarde e finais de semana. Local que também logo deve passar a receber a Feira Itinerante organizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e movimentar mais o espaço aos finais de semana.

Se por um lado a memória afetiva guarda os tempos do “Schmidtão” - campo de futebol e ponto de encontro esportivo da época -, o presente trouxe novas opções de convivência.

O antigo espaço deu lugar ao Campo XXI, área de lazer que hoje reúne famílias nos fins de semana para caminhadas, passeios de bicicleta e momentos de descanso. “Aos domingos, prefiro ficar aqui no Itaqui do que ir ao Centro. O Parque do 21 fica cheio de gente, o pessoal se encontra, conversa. O bairro cresceu e hoje temos de tudo: cartório, banco, farmácia e laboratório. Ficamos praticamente independentes”, destaca Alceu.

“Eu nasci e me criei aqui, não me vejo indo para outro lugar. Quem não conhece a região e pensa em vir morar nos nossos bairros, pode vir sem medo. É um lugar muito tranquilo, acolhedor e feito por pessoas boas”, conclui Vera.

Residencial Terracotta

A escolha de um imóvel vai muito além da planta ou da localização e compradores buscam empreendimentos que ofereçam qualidade de vida, praticidade e potencial de valorização.

É com essa proposta que a VKR Empreendimentos chegou a Campo Largo com o lançamento do Residencial TerraCotta, que une infraestrutura, áreas de lazer e inspiração ligada à história do município. A entrega está prevista para julho de 2029.

Localizado no bairro Itaboa, o empreendimento contará com uma ampla área de convivência voltada ao lazer, com 12 espaços de uso comum, como piscina, academia, salão de festas, churrasqueira gourmet, quadra de areia e quadra poliesportiva, além de um espaço destinado à instalação de minimercado. Outro atrativo do Residencial TerraCotta é a possibilidade de financiamento por meio do programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal e possibilidade de obter subsídios habitacionais por meio da Cohapar, que podem chegar a R$ 80 mil, além de entrada facilitada da construtora com parcelas a partir de R$ 350.

Mais informações: www.vkrempreendimentos.com.br, (41) 99906-7811 ou @vkr_empreendimentos.

 

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