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Projeto Cordas do Iguaçu chega a Campo Largo e tem turmas lotadas em menos de cinco horas

Projeto Cordas do Iguaçu chega a Campo Largo e tem turmas lotadas em menos de cinco horas

A música ganhou novos espaços em Campo Largo, com a chegada do Projeto Cordas do Iguaçu, que iniciou oficialmente suas atividades no município no último dia 11 de junho, oferecendo aulas gratuitas de violino, viola clássica e violoncelo para crianças e adolescentes entre 05 e 16 anos. A iniciativa acontece em parceria com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, que cedeu suas instalações para a realização das atividades.
Logo na abertura das inscrições, a procura surpreendeu os organizadores, pois as quatro turmas disponibilizadas, sendo duas de violino, uma de viola clássica e uma de violoncelo, foram preenchidas em menos de cinco horas, reunindo aproximadamente 40 alunos. Além disso, mais de 30 crianças e adolescentes já aguardam em lista de espera por novas vagas.
Segundo o coordenador do projeto, Silvio Jung, a receptividade da população superou as expectativas.”Após iniciarmos as atividades em Balsa Nova, recebemos muitos pedidos para trazer o projeto para Campo Largo. Quando surgiu a oportunidade, começamos a buscar parceiros e encontramos na Paróquia Nossa Senhora Aparecida um espaço muito bem organizado, que oferece as condições necessárias para o desenvolvimento das aulas.”
As atividades acontecem todas as quintas-feiras, das 14h30 às 19h, em salas que permitem um acompanhamento individualizado dos alunos. “Nossas aulas funcionam praticamente como aulas particulares. O professor precisa ouvir o aluno, corrigir a postura, a afinação e acompanhar cada etapa do desenvolvimento musical. Por isso, o ambiente adequado faz toda a diferença”, destaca Silvio.

Formação além da música
Mais do que ensinar a tocar um instrumento, o Projeto Cordas do Iguaçu busca contribuir para a formação humana dos participantes. Entre os valores trabalhados estão responsabilidade, disciplina, dedicação, autonomia e trabalho em equipe. “Ensinamos muito mais do que música, pois trabalhamos comprometimento, autoestima, convivência em grupo e fortalecemos até mesmo os laços familiares. A música é uma ferramenta de transformação social”, afirma o coordenador.
De acordo com Silvio, a participação no projeto não exige comprovação de renda, mas requer comprometimento dos alunos. “Duas coisas são fundamentais: assiduidade e dedicação. O aluno precisa participar regularmente das aulas e se dedicar aos estudos do instrumento para aproveitar ao máximo essa oportunidade”, ressalta.
Os estudantes iniciam aprendendo conceitos básicos, como postura, conhecimento do instrumento e leitura musical. Com o avanço das aulas, passam a executar exercícios mais complexos e posteriormente músicas completas. O repertório trabalhado é diversificado e inclui música clássica, rock, trilhas sonoras de cinema e música popular.

História de transformação
Criado em 2011 no município de Tunas do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba, o Projeto Cordas do Iguaçu surgiu por iniciativa do maestro, músico e diretor José Maria Magalhães. O idealizador foi aluno de um projeto social desenvolvido pelo SESI na Barra do Ceará e construiu uma trajetória de destaque como integrante da Orquestra Sinfônica do Paraná durante quatro décadas, além de ser fundador do Quarteto Iguaçu.
Desde então, a iniciativa cresceu e expandiu suas atividades para Curitiba, Balsa Nova, Araucária e agora Campo Largo. Atualmente, cerca de 900 alunos são atendidos gratuitamente por uma equipe de professores especializados, beneficiando direta e indiretamente aproximadamente oito mil pessoas.
Mantido por meio de recursos captados através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o projeto atua em parceria com empresas que direcionam parte do Imposto de Renda para o financiamento de ações culturais.
Ao longo dos anos, diversos participantes seguiram carreira profissional na música, integrando orquestras jovens em diferentes estados brasileiros e ingressando em cursos superiores da área. “Temos alunos que começaram conosco e hoje são músicos profissionais. Alguns conquistaram bolsas de estudo em universidades renomadas, inclusive nos Estados Unidos. Em 2023, dois estudantes foram concluir seus estudos no exterior com bolsa integral e um deles atualmente está iniciando o doutorado”, conta Silvio.

Reconhecimento internacional
O trabalho desenvolvido pelo Projeto Cordas do Iguaçu também já recebeu reconhecimento fora do Brasil. Em 2022, a orquestra formada pelos alunos foi convidada para participar do Festival Internacional Eurochestries, realizado na França e considerado um dos mais importantes encontros de jovens músicos do mundo.
Na ocasião, o grupo foi a única orquestra brasileira presente entre 18 formações participantes e recebeu destaque durante o evento.
Com o sucesso do início das atividades em Campo Largo e a crescente lista de espera, a expectativa dos organizadores é ampliar o atendimento nos próximos meses. “Temos potencial para ultrapassar a marca de 100 alunos em Campo Largo. A cidade demonstrou um interesse muito grande pelo projeto. Agora, dependemos de novas parcerias e do apoio de empresas para continuar crescendo e oferecendo essa oportunidade para mais crianças e adolescentes”, finaliza Silvio Jung.
Empresas interessadas em auxiliar o projeto podem entrar em contato com o Silvio pelo Instagram @cordasdoiguacu. 

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