Domingo às 11 de Janeiro de 2026 às 05:31:29
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Conta de luz fica mais barata em dezembro com mudança de bandeira amarela

Conta de luz fica mais barata em dezembro com mudança de bandeira amarela

Conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), durante o mês de dezembro estará em vigor, em todo o país, a bandeira tarifaria amarela. A mudança ocorre após seis meses consecutivos do sistema atuando em bandeira vermelha patamar 1.

Com o período chuvoso iniciando nesse mês, as condições para a geração de energia elétrica se tornam mais favoráveis, o que consequentemente a torna mais barata.

Com o acionamento da bandeira amarela, para cada quilowatt-hora (kWh) consumido são acrescentados R$ 0,01885, o que incluindo os impostos que incidem sobre esta tarifa, faz o aumento chegar a R$ 0,02347 por kWh consumido. Como a cobrança é proporcional à data de leitura/emissão da fatura, nas faturas de dezembro deve constar a cobrança proporcional das duas bandeiras para a maioria dos consumidores. Por exemplo, em um imóvel onde a leitura e a emissão da fatura ocorrem no dia 10 de cada mês, para a fatura emitida em 10/12/25 (referente ao consumo de 10/11 a 10/12) serão cobrados proporcionalmente 20 dias com bandeira vermelha (10/11 a 30/11) e 10 dias com bandeira amarela (1º a 10/12).

 

Bandeiras

Segundo a ANEEL, apesar desse período chuvoso, a expectativa é de chuvas abaixo da média histórica, sendo necessário o acionamento das termelétricas. Como a energia gerada por essas usinas é mais cara, o valor adicional da bandeira amarela ainda se faz necessário.

No Brasil o sistema elétrico é integrado, portanto, a definição das bandeiras é realizada analisando o cenário da geração de energia em todo país. Mesmo quando em alguns estados (como no Paraná) o volume de chuvas é expressivo, se no restante do país o volume de chuvas for abaixo da média e a energia gerada por hidrelétricas não é suficiente para atender a demanda por energia do país, podem ser acionadas a bandeira amarela ou a vermelha. Quando as hidrelétricas não são suficientes para suprir a demanda, são acionadas termelétricas — que tem custo mais alto e por isso é cobrado um valor adicional nas faturas dos consumidores.

Criado em 2015 com o objetivo de sinalizar aos consumidores as condições e os custos de geração de energia, o Sistema de Bandeiras Tarifárias é regulamentado pela ANEEL e as distribuidoras de energia (como a Cocel e a Copel) não possuem qualquer gerenciamento sobre esta definição. Todo o valor referente à bandeira tarifária cobrado nas faturas é repassado ao Ministério de Minas e Energia, através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).