No último dia 31 de julho, o projeto Medicando Alegria iniciou uma nova temática durante as apresentações realizadas no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Com a chegada do mês de agosto e o Dia do Folclore, celebrado no próximo dia 22, o projeto passa a retratar histórias do folclore brasileiro e paranaense.
“Além de ter esse caráter de acolhimento aos pacientes do Hospital Infantil Waldemar Monastier, buscando deixar as crianças e suas famílias mais confortáveis enquanto aguardam consultas ou resultados de exames, uma das nossas premissas é também levar arte e conhecimento cultural de forma lúdica e divertida”, destaca o fundador do Medicando Alegria, Toto Lopes.
A primeira história apresentada pelos artistas Tio Juca, Mel e Marquinhos foi do Saci-Pererê, uma das figuras mais conhecidas do folclore brasileiro, representado como um menino negro de uma perna só, que usa gorro vermelho e adora pregar peças. A encenação com música, fantoches e brincadeiras arrancou risadas e prendeu a atenção das crianças e adultos na recepção do hospital.
A campo-larguense Emily Ferraz contou como a filha, Eloah, de dois anos, aprecia as interações do projeto Medicando Alegria e acompanhou atenta as atividades do grupo. “Fazemos acompanhamento hospitalar há mais de dois anos aqui e já assistimos a outras apresentações do Medicando Alegria. Posso dizer que adoro. Quando a gente vem ao hospital, muitas vezes está abalado por algum diagnóstico, mas eles alegram o nosso dia. Além das histórias, vemos o carinho que eles têm com as crianças. Minha filha ama fantoches, então presta muita atenção.”
Emily também reforçou a importância da abordagem cultural. “As crianças hoje só querem saber de celular, e isso não ajuda na educação. É muito melhor que prestem atenção nessas apresentações do que fiquem no celular o tempo todo.”
Outra criança que não tirou os olhos dos artistas foi Rebeca de Araújo Lara, de três anos, que participou ativamente da intervenção artística. A mãe, Hadassa Vieira de Araújo, contou que elas são da cidade de Imbaú, nos Campos Gerais do Paraná, e que, embora já tenham estado no hospital três vezes desde 2024, foi a primeira vez que assistiram a uma apresentação do projeto.
“Foi muito legal porque criou um ambiente de descontração para as crianças, que muitas vezes estão passando por alguma doença ou momento difícil. É uma oportunidade de deixá-las felizes. Minha filha ama histórias, música, ela é bem extrovertida, então curtiu bastante. Quando tem essas atividades, a gente se sente acolhido. Às vezes estamos passando por um momento difícil, mas isso compensa. O hospital já é um lugar acolhedor, com profissionais capacitados, e essas apresentações fecham com ‘chave de ouro’”, ressaltou.
Ao longo do mês de agosto, novas apresentações com a temática folclórica serão realizadas sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 11h nos ambulatórios, leitos, enfermarias e corredores do Hospital Infantil Waldemar Monastier.
O projeto é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Caterpillar, Cimento Itambé e ON Petro Combustíveis, e conta com a realização da Toto Artes, Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil, União e Reconstrução.
Sobre o Projeto Medicando Alegria
O Medicando Alegria está em sua terceira edição e leva alegria, magia e acolhimento a pacientes e familiares do Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Idealizado pelo artista Toto Lopes, o projeto utiliza arte, música, teatro, circo e contação de histórias, com a participação de mais de 20 profissionais. Empresas que atuam no regime de lucro real podem destinar parte do imposto de renda devido ao projeto e beneficiar milhares de famílias.
Geral
Projeto Medicando Alegria traz histórias do folclore para os pacientes do Hospital Infantil