14/03/2015
Pelo menos 14 mil pessoas já confirmaram presença, pelas redes sociais, na manifestação marcada para o próximo domingo (15), no Centro de Curitiba. O ato contra a corrupção, e que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), deve começar às 14h, com concentração na Praça Santos Andrade.
O protesto é nacional e está marcado em várias cidades do País no mesmo dia e horário. Segundo a organização do evento na capital paranaense, intitulado “Impeachment já! Fora Dilma – Curitiba”, os manifestantes sairão às ruas para mostrar indignação diante da “ilegalidade no mandato de Dilma”.
Eles acreditam que houve fraude eleitoral em outubro do ano passado e que a presidente está envolvida no escândalo de corrupção da Petrobras. Os manifestantes pedem, ainda, o fim do Foro de São Paulo e do Partido dos Trabalhadores. Eles devem ir ao protesto vestidos de verde e amarelo.
Pelas redes sociais, os organizadores do movimento fazem várias recomendações aos participantes, destacando que devem levar apitos e, em caso de conflito, sentar no chão e apitar, apontando para os vândalos, para que a Polícia possa agir. Recomendam, ainda, levar a família, água, e roupas leves. Em caso de chuva, querem que os participantes continuem marchando, mesmo se a chuva for forte.
A população está sendo orientada a não levar bandeiras de partidos políticos nem de entidades organizadas, para não confundir. O protesto é pacífico e qualquer sinal de violência deverá ser denunciado às autoridades policiais.
A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta quinta-feira (12), que manifestações são parte da democracia e devem ser recebidas com “absoluta tranquilidade”. “Manifestação, no Brasil, a gente tem que olhar com absoluta tranquilidade. Todas as pessoas têm direito de se manifestar e criticar quem quer que seja”, declarou a presidenta, condenando eventuais atos violentos em protestos. “Só [há] uma coisa que nenhum de nós pode aceitar, é que isso se transforme em violência contra pessoas ou contra o patrimônio público ou privado”, completou.
Dilma lembrou que a violência em manifestações deixou vítimas como o cinegrafista da Band, Santiago Andrade, morto por rojão disparado em meio a prostesto no centro do Rio de Janeiro, em 2013. “Foi um momento muito triste em um ciclo de manifestações importantes e pacíficas até determinado momento”.
“Pode se manifestar, deve se manifestar, faz parte do crescimento do país, do aprimoramento da cidadania. Agora, sem violência”, frisou.
*Com informações da Agência Brasil e Banda B