10/10/2014
Colégio João XXIII estuda a vida e a obra do patrono
10/10/2014
Colégio João XXIII estuda a vida e a obra do patrono
10/10/2014
Por: Luis Augusto Cabral
Ângelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, ou São João XXIII, nascido em Sotto Il Monte, província de Bergamo, Itália, em 25 de novembro de 1881 e falecido no Vaticano no dia três de junho de 1963, foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à data da sua morte. Pertencia à Ordem Franciscana Secular (OFS) e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.
Esse homem, misto de Papa e santo, está sendo estudado, em sua vida e obra, por quase 500 alunos do Colégio João XXIII, da Rondinha, que no final do ano terá uma exposição aberta ao público em geral. Trata-se de um trabalho histórico para resgatar a memória de um homem que, em vida, procurou aliviar as dores dos seres humanos, principalmente das crianças, salvando centenas delas dos horrores do
Nazismo e do Holocausto.
O Colégio
Fundados em 1967, o Colégio João XXIII, da Rondinha tem, hoje, 465 alunos do Ensino Fundamental e Médio e tem como diretora a professora Maria de Lourdes Gionedis Rinaldin. No início do ano, os professores se reuniram e decidiram lançar um desafio aos alunos, para pesquisar e reescrever a história do patrono do Colégio, que muitos desconheciam. Toda a escola aderiu ao projeto que, agora, chega à sua fase final, com o resgate de inúmeros fatos que os alunos não sabiam, sobre o Papa santo, canonizado no dia 27 de abril de 2014, juntamente com o também Papa João Paulo II.
Os alunos do João XXIII estão colocando no papel tudo o que descobriram sobre o patrono do colégio, desde pinturas, gravuras, fotografias, resumos históricos, até poemas.
Um detalhe chama a atenção, na história de João XXIII. Ele ainda não era Papa, quando, no auge da Segunda Guerra Mundial, fez parar um navio com mais de 700 crianças judias, que iam para a Alemanha, para um Campo de Concentração Nazista. Iam para a morte. Com um sapatinho de uma das crianças, El bateu à porta da mulher do embaixador alemão (que não tinha filhos) e, entregando-o à mulher disse: “ele não vai sobreviver, se o navio partir”. Na mesma noite, a mulher convenceu o marido a adiar a partida do navio por mais um dia, para permitir que todas as crianças recebessem o documento oficial “Permissão de Estada”, e desembarcassem, livrando-se assim da morte certa, nas câmaras de gás dos alemães.
João XXIII destacou-se pela sua capacidade de conciliação, pela maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecumênico e pela bondade corajosa em salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Eleito Papa no dia 28 de outubro de 1958, considerado inicialmente um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, ele convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno. No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).1
Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o “Papa bom” ou o “Papa da bondade”. Mas, mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser Maçom, radical esquerdista e herege modernista, por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo.