26/09/2014
Dois jovens campo-larguenses, que sofrem de Distrofia Muscular de Duchenne, necessitam de ajuda da população para serem submetidos a um tratamento na Tailândia (Ásia).
26/09/2014
Dois jovens campo-larguenses, que sofrem de Distrofia Muscular de Duchenne, necessitam de ajuda da população para serem submetidos a um tratamento na Tailândia (Ásia).
26/09/2014
Por: Luis Augusto Cabral
Dois jovens campo-larguenses, Lucas, de 12, e Alex, de 16 anos, que sofrem de Distrofia Muscular de Duchenne, necessitam de ajuda da população para serem submetidos a um tratamento na Tailândia (Ásia), único no mundo capaz de lhes dar alguma esperança de melhora. A doença não tem cura, mas o tratamento, com células-tronco, contribui para uma vida mais confortável, para os pacientes.
A distrofia muscular é a designação coletiva de um grupo de doenças musculares hereditárias, progressivas, sendo sua principal característica a degeneração da membrana que envolve a célula muscular, causando sua morte. A distrofia muscular é rara, sendo a Distrofia Muscular de Duchenne a forma mais comum dentre elas, afetando cerca de um em cada três mil meninos.
Campanha
A Campanha, para mandar os meninos para a Tailândia, tem o apoio da vereadora de Campo Largo, Cléa Oliveira, das escolas onde eles estudam, Escola Vereador José Andreassa (Municipal) e Estadual José Ribas Vidal, do Cercadinho, e a chancela da Folha de Campo Largo. Eles, junto com Cléa, já estiveram o gabinete do prefeito de Campo Largo, Affonso Guimarães, que se colocou à disposição para ajudar no que for possível.
Lucas e Alex Veiga precisam viajar para a Tailândia, de preferência já no início de 2015. Para tanto, necessitam de R$ 100 mil cada um, para as passagens de ida e volta, passagem da mãe, que vai acompanhá-los, tratamento e estadia. Eles deverão ficar 30 dias internados no Hospital Beike Biotech, na Tailândia, onde uma equipe médica especializada já tratou centenas de crianças e jovens, do mundo inteiro, inclusive crianças do Paraná (Irati), com a mesma doença, que já voltaram para casa e têm uma vida mais tranquila, com menos dor e mais conforto.
Todas as pessoas que puderem contribuir, devem depositar qualquer quantia, na Conta-Poupança número 39244-4 (operação 013) da Caixa Econômica Federal, Agência 0385, de Campo Largo, no nome da mãe das crianças, Claudia Veiga. Qualquer contato por telefone, com dona Claudia, pode ser feito pelo telefone 9206-9840, ou com a vereadora Cléa Oliveira, na Câmara Municipal de Campo Largo.
A doença
Inicialmente estudada por Guillaume Duchenne em 1868, quando passou a ser conhecida por Distrofia pseudo-hipertrófica ou Distrofia Muscular de Duchenne, foi anteriormente pesquisada pelo cirurgião escocês Charles Bell e pelo médico inglês Edward Meryon, época em que eram dados os primeiros passos na direção de compreender as suas causas.
Em 1879, o neurologista inglês William Gowers descreveu, a partir de observações, que meninos portadores de Distrofia Muscular de Duchenne apresentavam o que se passou a chamar de sinal de Gowers, que são movimentos e apoios particularmente característicos dos portadores da doença ao levantarem-se do chão.
Em 1987, como resultado do trabalho em conjunto de pesquisadores estadunidenses e canadenses, conseguiu-se isolar o gene das distrofias de Duchenne e de Becker, levando à descoberta de uma proteína chamada distrofina, cuja produção defeituosa gera a doença.
A progressão da doença é lenta, com retrações tendíneas e perda da ambulação entre 8 e 12 anos, restrição a cadeira de rodas e morte em torno da idade de 20 anos por insuficiência respiratória ou broncopneumonia. Há também afecção do miocárdio.
No casos dos meninos de Campo Largo, eles tinham um irmão mais velho, que também desenvolveu a doença e faleceu aos 20 anos de idade, há um ano.
A aplicação terapêutica de células proporciona a cura de inúmeras doenças, pois elas são portadoras de alta capacidade de regeneração de órgãos e de formar novos tecidos, além de substituírem o transplante de medula óssea em casos de alguns tipos de câncer. No caso da Distrofia de Duchenne, há relatos de melhora significativa, nos sintomas e na qualidade de vida dos pacientes.
SERVIÇO
Conta-Poupança número 39244-4 (operação 013) da Caixa Econômica Federal, Agência 0385, de Campo Largo, no nome da mãe das crianças, Claudia Veiga.