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Adolescente é destaque nas oficinas do Centro da Juventude

Adolescente é destaque nas oficinas do Centro da Juventude

08/08/2014

A adolescente Claudiane Aparecida Ascki, 14, vem se destacando pela dedicação e talento nas aulas de dança e teatro ministradas no Centro da Juventude. Vítima de miolomenincocele, uma malformação congênita da coluna vertebral,  Claudiane não movimenta as pernas e se locomove em cadeira de rodas.

Suas limitações, porém, não foram empecilho para que investisse na paixão que tem pela dança desde a infância. Quando procurou o Centro da Juventude no início do ano passado, confessa que estava insegura, mas foi estimulada a ir em frente. “Não sabia se seria possível”, lembra. O coordenador do Centro Emerson Martins foi quem a recebeu e disse: “é possível sim!”. E não estava errado, Claudiane apresenta progressos visíveis a cada dia.

Paixão de infância

Estudante da 8ª série do Colégio Estadual Clotário Portugal, ela conta que desde criança gosta de dançar. Em Chopinzinho, onde morava antes de vir para Campo Largo, aos 8 anos de idade, participava das danças em festas juninas da escola.

Em Campo Largo, participou pela primeira vez de uma coreografia de dança na Escola Carlos Drumond Andrade e, no início do ano passado, matriculou-se no Centro da Juventude, nas aulas de Jazz Balé.
Segunda filha de três irmãos, considera difícil enfrentar a realidade de não poder correr, andar de bicicleta ou participar de outras atividades próprias da idade. Mas, nem por isso, deixa-se abalar e ocupa o tempo com atividades viáveis e que lhe dão prazer.

No Centro da Juventude iniciou na oficina de jazz balé da professora Ana Claudia Soriano e hoje frequenta também a oficina de teatro da professora Lais Hoffmann.

Na opinião das professoras, as limitações de Claudiane passam despercebidas durante as aulas face à disposição e força de vontade apresentadas. Soma-se a elas ainda a colaboração por parte dos colegas. “Quando é necessário, todos ajudam. Ela é uma menina alto astral e foi muito bem recebida pelo grupo”, avalia.

Claudiane confessa que adora o grupo e as aulas. “Todos me receberam muito bem, adoro meus colegas”, diz. Para o futuro, sonha em tornar-se uma bailarina profissional e vai investir na idéia. Não conhece nenhuma bailarina cadeirante profissional mas tem certeza de que é possível. Ela já participou de algumas apresentações públicas, entre elas teatro na Ação Global no Cecron, no ano passado,  e recentemente com o grupo de dança na Semana Italiana.
 

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