20/06/2014
Fonte: Sindimovec
O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de automóveis do mundo e o quinto maior produtor, mas é o primeiro em matéria de preços. Os carros mais caros do mundo estão aqui. Comparados com os mesmos modelos vendidos em outros países, o Brasil dispara na frente.
Segundo uma reportagem do canal R7 (http://www.youtube.com/watch?v=qdL8KEpg17M) um carro que aqui custa R$ 100 mil, na Argentina é vendido por 48 mil.
A matéria cita que um jornalista especializado no mercado de automóvel fez um levantamento detalhado e constatou que os argentinos e consumidores de outros países pagam menos, mas a culpa não é só dos impostos.
Segundo a reportagem, “as montadoras não admitem abertamente, mas estabelecem os preços e acham que os consumidores irão aguentar pagar, em geral com uma bela margem de lucro. Mesmo os carros fabricados no Brasil e despachados para outros países de navio, chegam ao destino final com preços bem mais baixos que os cobrados nas concessionárias brasileiras”.
A matéria cita como um dos exemplos mais gritantes o do carro Honda City – fabricado em Sumaré, interior de São Paulo. Exportado para o México, ele custa lá R$ 33.500,00 mas no Brasil é vendido por R$ 56.200,00.
“Se levarmos em conta o “Custo Brasil” teremos: Preço final – R$ 56.200,00 - R$ 16.400,00 de impostos - 10% do lucro das concessionárias = 34.199,00. A diferença é gritante.
Outro modelo custa US$ 15.450 nos Estados Unidos, US$ 21.658 na Argentina e US$ 37.6636 no Brasil. Um terceiro – US$ 32.500 no México e US$ 65.700 no Brasil”, ressalta a reportagem.
Segundo Adriano Carlesso, presidente do Sindimovec, Sindicato que representa os trabalhadores das empresas montadoras de veículos de Campo Largo, “sabemos que apenas o preço dos impostos não justifica tanta diferença. Há também outros fatores, como o fato de que o lucro de algumas montadoras instaladas no Brasil estejam sustentando suas matrizes em países que estão em crise. Por isso, o consumidor paga e o preço fica muito salgado. Precisamos fazer uma reflexão mais profunda sobre o “Custo Brasil”, destacou Carlesso.