18/04/2014
Copa com poucos turistas pode causar prejuízo aos empresários
18/04/2014
Copa com poucos turistas pode causar prejuízo aos empresários
18/04/2014
Por:Danielli Artigas de Oliveira e Luis Augusto Cabral
O atraso nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo (aeroportos, transportes, estádios), está causando um efeito perverso, para Curitiba e região. A expectativa de uma “avalanche” de turistas estrangeiros, para junho e julho, está se esvaindo e, com isso, o temor de prejuízos para os empresários que apostavam no evento da Fifa para faturar. Em Curitiba e região, mais de 46% das camas, nos hotéis, estão vagas.
Em Campo Largo, que foi escolhida como uma das cidades-apoio para receber o fluxo de turistas, os prejuízos também poderão ser grandes. O Hotel Campo Largo, que em 2013 foi avaliado e credenciado pela Fifa para receber os turistas na Copa do Mundo, já sentiu as consequências da falta de estrutura do País para o evento. A placa da Fifa ainda está no hotel, mas as vagas que haviam sido bloqueadas foram todas canceladas.
Preparação
Durante mais de dois anos falou-se em recepção para os turistas, que poderiam se deslocar para Campo Largo, para visitar o Museu do Mate, percorrer as rotas da Louça, dos Imigrantes, o parque hidromineral Ouro Fino, comprar nossas porcelanas, conhecer nossas indústrias. Nada. Nem turistas, nem negócios. A infraestrutura não foi melhorada, o Museu do Mate continua fechado, em estado de semi-abandono, as rotas estão pouco divulgadas.
Segundo Gil Carlos Pianaro Souto, sócio-proprietário do Hotel Campo Largo, o cenário não era muito positivo devido à falta de estrutura de Curitiba para receber os jogos da Copa. “O campo ainda nem está pronto. Como uma pessoa da Alemanha, por exemplo, vai investir em um pacote para a Copa sendo que há estádios que nem estão prontos? Gera uma insegurança em todos”, comenta.
Além dos hotéis, quem investiu na melhoria da estrutura, em bares e restaurantes, prevendo um aumento do fluxo de visitantes, terá prejuízo ou, no mínimo, mais dificuldade para faturar o suficiente para cobrir os custos. A solução é esperar, mas com a certeza de que o movimento de turistas será muito pequeno durante o evento.