18/04/2014
Sem acordo, trabalhadores da louça podem parar
18/04/2014
Sem acordo, trabalhadores da louça podem parar
18/04/2014
Os cerca de três mil trabalhadores do polo da cerâmica, louça e porcelana de Campo Largo, o maior do Brasil, decidem na semana que vem se aceitam ou não o reajuste de 7% oferecido pelas empresas. A proposta não agradou o Sinpolocal – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Cerâmica de Louça de Pó de Pedra, Porcelana e da Louça de Barro de Campo Largo. A categoria exigiu, no mês passado, um aumento de 14% sobre os salários, além de reajuste do vale alimentação. Segundo Paulo Andrade, a possibilidade de paralização é eminente – “O trabalhador não pode aceitar tão pouco. As empresas não têm desculpas para não atender a proposta da categoria”, protestou. Segundo Paulo, após a medida antidumping acatada pela Câmara de Comércio Exterior à importação de artigos de louça de mesa produzidos na China, as empresas nacionais passaram a vender mais. Dados colhidos pelo sindicato apontam para um significativo crescimento nas vendas nos primeiros meses de 2014.
Mesmo sem acordo salarial, Paulo revela que algumas empresas aceitaram o pedido de reajuste do vale alimentação. É o caso da Germer Porcelanas Finas, uma das maiores indústria do polo.
O sindicalista mostra preocupação com o setor. Para ele, os baixos salários e benefícios tem afastado o interesse do trabalhador por empregos no setor. “Há muitas vagas a serem preenchidas nas empresas. Tem indústria que apela até para carro de som em busca de pessoal, mas a remuneração não agrada”, argumenta Paulo. O piso do trabalhador do setor é de R$ 937,20. Com o reajuste proposto pela categoria, os salários passariam a R$ 1.068,40.