14/03/2014
Questões ambientais entravam desenvolvimento do Município
14/03/2014
Questões ambientais entravam desenvolvimento do Município
14/03/2014
Se as questões ambientais não forem resolvidas, com urgência, Campo Largo não tem para onde crescer. O Município tem perdido importantes investimentos, por falta de áreas apropriadas para a instalação de indústrias e grandes empreendimentos comerciais, como hipermercados e shopping centers. A desafetação da bacia do Rio Itaqui pode ser a saída para que o Município consiga ter o seu tão sonhado Distrito Industrial.
Informada sobre a dificuldades de investidores em implantar novos empreendimentos em Campo Largo, a Reportagem da Folha conversou com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Lucir José Marchiori. Segundo ele, o Município terá a sua área industrial tão logo a Sanepar transfira a captação de água do Rio Itaqui para o Rio Verde, o que deve acontecer no início de 2015.
Dificuldades
Um empresário desabafou, para a Reportagem da Folha, o seu sacrifício para conseguir um Alvará e regularizar a situação da sua indústria, na região do Botiatuva. Segundo ele, depois de seis anos tentando, desistiu e foi para Pinhais, onde, em 15 dias, conseguiu o Alvará. O caso é de conhecimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O secretário lamenta, mas explica que a indústria se localizaria em uma área que não tem infraestrutura e onde a legislação ambiental não permitia o funcionamento, mesmo sendo uma indústria limpa.
O problema ambiental é um entrave que a maioria dos empreendedores enfrentam no Município. A única área que num futuro próximo poderá servir para a implantação de indústria, hoje tem impedimento. Trata-se da área que compreende a margem direita da pista da BR-277, sentido Norte, desde à Estrada de Bateias até quase o pé da serra de São Luiz do Purunã, englobando regiões do Salgadinho e Itaqui de Cima.
“É uma área grande, com mais de cinco milhões de metros quadrados, inicialmente, que pode abrigar o Distrito Industrial. Mas só depois que a Sanepar encerrar a captação de água no Itaqui, passando a utilizar a água da Rio Verde”, explicou o secretário. Ainda assim, ele lembra que a cidade possui cerca de quatro mil empresas, das quais cerca de 100 são de grande porte, que sustentam a economia.
Lembrou que a arrecadação do Município deve crescer bastante, a partir desse ano, graças ao término do período de carência na arrecadação de empresas grandes, como a Caterpillar e a Sig Combibloc.
Lembrou, ainda, o secretário, que a Prefeitura Municipal tem total interesse em solucionar os entraves ambientais, tanto que está sendo elaborada a reforma no Plano Diretor, já prevendo a criação do Distrito Industrial. Segundo ele, um grande investidor está interessado em implantar um Shopping Center no nosso Município, e também uma rede de hipermercados. A decisão do investimento depende da garantia da utilização da área.
Outro fator que preocupa é a especulação imobiliária, principalmente nessas áreas, onde o metro quadrado varia de R$ 40,00 a R$ 200,00, valores muito acima do verificado em municípios próximos, com áreas já prontas para a implantação de indústrias.
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