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Lugar de mulher é em todo lugar

Lugar de mulher é em todo lugar

14/03/2014

Em homenagem ao Dia internacional da Mulher, o Programa Em Boa Companhia do dia 7 de março (sexta-feira) foi muito especial. A apresentadora Chris Minuzzoconvidou, para representar todas as mulheres campo-larguenses, mulheres que exercem papéis fundamentais em nossa cidade: a vereadora professora Lindamir Ivanoski, a coordenadora do Observatório Social de Campo Largo Simone Vaz da Silva, e a nutricionista Cristiane Bonato.

O Programa contou também com a participação da assessora do mandato de Lindamir, Edirlene Fabris Portela e de Daysi Portela, companheira de trabalho na Rádio Ágape. Em meio a dezenas de participações de ouvintes, o debate girou em torno do papel da mulher na sociedade – os avanços conquistados com muita luta, da ainda existente necessidade de igualdade e valorização da mulher no mercado de trabalho, na sua participação na política e no repúdio à crescente violência contra a mulher no Brasil e no mundo. A partir da caracterização histórica da data, cada participante fez suas considerações, gerando um interessante bate-papo: LindamirIvanoski, professora por 33 anos, vereadora em seu segundo mandato, é vice-presidente do Legislativo Municipal e defendeu o envolvimento da mulher na política: “É muito relevante o papel da mulher na política.

“Muitas mulheres acham difícil participar, mas elas precisam lembrar que fazemos política em todos os momentos na nossa vida, em nossas ações, nossas decisões. Não se pode admitir no cenário atual que a mulher fique fora da política – temos capacidade, sensibilidade e discernimento o suficiente para movermos ações sociais, políticas e econômicas em prol dos movimentos por dignidade, justiça e solidariedade. As mulheres devem, sim, fazer parte de partidos políticos e atuar ativamente em suas regiões e cidades” – afirma a vereadora.

Simone Vaz da Silva, coordenadora do Observatório Social de Campo Largo, conta que existem 80 Observatórios em todo país, e que, destes, 90% são dirigidos por mulheres, que estão em cargos de presidência, coordenação ou conselhos administrativos, atuando ativamente neste instrumento de controle social e envolvimento cidadão.  “De “sexo frágil”, nós, mulheres, não temos nada: estamos à frente de vários trabalhos da sociedade. A institucionalizaçãodo Dia Internacional da Mulher tornou-se um marco histórico da trajetória de luta de milhões de corajosas mulheres espalhadas pelo mundo, mulheres guerreiras que querem um mundo melhor para seus filhos e para os filhos de outras mulheres” – afirma Simone, ressaltando a importância de debates como este para aconscientização da sociedade sobre o importante papel da mulher.

Cristiane Bonato ressaltou que “a mulher tem um papel fundamental na sociedade e na família. Ela gerencia o lar, inclusive na questão alimentar. Hoje, felizmente a mulher não se limita às questões domésticas, conquistou espaço no mercado de trabalho, se especializou, correu e foi atrás do sucesso, mas não abre mão da importante função de gerenciar a organização da família, principalmente no cuidado com a alimentação de todos. Muitas mulheres me procuram, preocupadas em oferecer às suas famílias uma alimentação de qualidade, e acima de tudo, saudável. Isso faz parte do carinho e cuidado que são características femininas”, afirma Cristiane.

Não à violência

A apresentadora Chris Minuzzo fez considerações quanto ao grave quadro no país e no Paraná da violência contra as mulheres, onde dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Aplicada colocam o Brasil como o 7º país no ranking de 84 países com o maior número de homicídios contra a mulher, e onde, a cada 4 minutos, uma mulher é agredida. Outro dado relevantemostra que 40% dos homicídios contra mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Simone conta que trabalhou em uma Delegacia da Mulher, e pôde perceber o sofrimento das mulheres agredidas, como contou aos ouvintes: “Elas chegam cheias de lesões, machucados e com muito medo. E é o medo que vence a representação da denúncia, que muitas vezes não se concretiza e elas acabam voltando para casa, sofrendo mais, e muitas vezes até morrendo. Defendo sempre que a mulher agredida tem que denunciar - isso é inevitável.”

E estas mulheres batalhadoras, mães, profissionais competentes em suas funções, souberam muito bem dar o recado: fizeram deste debate uma forte afirmação de que cada vez mais estarão, - com outras mulheres desta cidade, país e mundo, sonhando sonhos possíveis de justiça, paz e dignidade para todos, porque sabem que coragem e força para isso, as mulheres têm, e bastante.
 

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