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Cuidados para não cair no golpe do emprego garantido

Cuidados para não cair no golpe do emprego garantido

10/03/2014

*Gastão Schefer

Começo de ano e muita gente está em busca de novos desafios ou de uma recolocação no mercado de trabalho. Nessas horas, com as contas que não param de chegar, muita gente fica ansiosa para encontrar uma nova oportunidade rapidamente.

Procurar vagas em jornais e na internet merece uma atenção redobrada para não cair em golpes e ainda perder dinheiro. Pessoas mal-intencionadas querem aproveitar esse momento e aplicar golpes nos candidatos, que podem acreditar em promessas milagrosas ou no emprego dos seus sonhos, conquistados de maneira rápida e fácil, sem burocracia, pagando apenas uma taxa.

Parece uma bobagem, que você nunca cairia em uma cilada dessas, mas na hora que a preocupação começa a ficar mais forte e você quer conseguir um emprego rapidamente, esses anúncios milagrosos brilham na nossa frente e podem ofuscar o nosso bom senso.

Uma das primeiras dicas para não cair nessas pegadinhas é não acreditar em divulgação de vagas que cobram um determinado valor por “vagas garantidas”. Isso não existe e é um golpe frequente, infelizmente. Alguns golpistas usam até empresas de fachada para enganar os candidatos. Se você foi ao local, desconfiou de algo, ou não conhece a empresa, não faça nenhum pagamento a eles e nem aceite vender nada com a promessa de conseguir um emprego.

Você pode não acreditar, mas existem quadrilhas especializadas em enganar candidatos. Fique atento também às promessas feitas pelos recrutadores. Nenhuma empresa especializada em contratação de mão de obra dá garantias de contratação.

Se você receber algum telefonema com proposta de emprego, pegue o nome completo de quem está ligado, pergunte se é a empresa contratante ou agência de seleção e se haverá alguma cobrança de valores para participar da seleção. Se não lhe derem essa informação, é melhor desconfiar, fazer uma pesquisa na internet sobre a empresa antes de ir até ela. Desconfie, também, das empresas que cobram para fazer o teste psicológico, por exemplo, pois essa não é uma prática entre as empresas de recrutamento.

*É Delegado de Polícia Federal, Mestre em Administração de Empresas pela John Molson Business School - Montréal Canadá, Pós-Graduado em Gestão Estratégica PUC-PR e Graduado em Direito PUC-PR. www.facebook.com/delegadogastao

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