28/02/2014
Alguns cuidados podem evitar afogamentos
28/02/2014
Alguns cuidados podem evitar afogamentos
28/02/2014
Neste período do ano, de temperaturas elevadas – dezembro a março – é muito comum os atendimentos em casos de afogamento, tanto em piscinas em casas ou clubes, como também em represas e lagos. Com a chegada no Carnaval, em que as pessoas aproveitam o feriado para o lazer, é preciso muito cuidado.
Segundo o 1º Ten. QOBM Carlos Eduardo Otowicz Klein, Comandante do 2ºSGB/7ºGB, o Corpo de Bombeiros de Campo Largo atende uma média de quatro chamados de afogamento por semana, em Campo Largo, Balsa Nova e Campo Magro. A maioria dos casos é em lagos, represa e também em lagos formados em pedreiras abandonadas.
O tenente Klein explica que geralmente o trauma causa o afogamento, como bater a cabeça em uma pedra ou sofrer uma lesão na coluna devido ao impacto quando pula na água, muitas vezes de pedras altas. “Traumatismo encefálico e lesão na coluna cervical acontecem mais em lugares desconhecidos, em que a pessoa pula de ponta e se choca em algo submerso, mas também pode acontecer em piscinas”, explica. Em casos de represas e cavas acontecem situações bem específicas, como prender o pé ou a perna em galhos ou lodos, e assim a pessoa não consegue sair e muitas vezes eles não conseguem salvar a tempo.
Cuidados
“Não é mito”, enfatiza o tenente Klein sobre pessoas que passam mal ao comer e logo vão para a piscina, por exemplo, isso porque a água faz pressão sobre o corpo. “Há muitos casos em que a pessoa come e entra na piscina ou em um lago e tem mal súbito, uma congestão em que a pessoa acaba tendo dificuldade para respirar e se locomover e, por não conseguir sair da água, acaba gerando um desespero momentâneo que pode levar ao afogamento”, detalha. O arroto, ao entrar na água, pode ser um sinal de congestão, de que o corpo está expurgando gases que estão atrapalhando.
Ingerir bebida alcoólica e entrar na água também é perigoso, de acordo com o tenente Klein.
“Geralmente atendimento de adultos em afogamentos está aliado à bebida”, completa. Ele explica que com a ingestão de bebida alcoólica a pessoa perde a condição de reação e discernimento, está mais sujeito a ter câimbras e geralmente se coloca em situações mais arriscadas, não seguras. “O ideal é ficar fora da água por pelo menos uma hora após comer. Falam disso também para ir ao chuveiro, mas neste caso é mito”, afirma.
Piscina
Quem tem piscina em casa ou costuma frequentar clubes com piscinas, deve tomar alguns cuidados. Klein comenta que acontecem acidentes envolvendo crianças quando elas estão brincando ao lado da piscina e acabam caindo, sem que nenhum adulto esteja por perto para socorrer na hora e a criança chega até a ficar roxa, dependendo do tempo na água. “Nestes casos precisamos fazer algumas manobras para desobstruir as vias aéreas e encaminhamos para cuidados médicos”, explica.
Em piscinas de plástico, os pais precisam ficar atentos principalmente com crianças de até 02 ou 03 anos de idade, que correm mais risco de se desequilibrarem e não conseguem se levantar e acabam aspirando água. “Pode acontecer também em banheiras. Esse tipo de acidente acontece bastante, mas na maioria dos casos os próprios pais ou responsáveis conseguem salvar a criança”, diz.
Pedido de socorro
Klein orienta que em casos de afogamento chamem imediatamente o socorro. “As pessoas tentam de tudo para salvar a vítima e só depois que esgotam as possibilidades chamam o Corpo de Bombeiros. Mas muitas vezes acaba sendo tarde e não é mais possível salvar”, alerta. O Corpo de Bombeiros de Campo Largo atende pelo número 193 ou 3292-3144.
O tenente orienta para que não nadem nestes locais que oferecem perigo, que são de difícil acesso para o socorro e que não há guarda-vidas.