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Especialistas mostram se vale a pena parcelar

Especialistas mostram  se vale a pena parcelar

02/01/2014

Impostos, material escolar, uniforme: todo começo de ano, essas contas se acumulam na casa de grande parte dos brasileiros. O consumidor precisa decidir entre pagar parceladamente, um pouco por mês, ou pagar à vista, aproveitando eventuais descontos e livrando-se logo das obrigações financeiras.

Especialistas em finanças consultados pelo UOL dizem que a decisão depende da situação de cada um.
Confira, abaixo, as dicas que eles dão aos consumidores de acordo com diferentes cenários.

Nesse caso, o consumidor precisa calcular se o ganho que ele terá com a aplicação financeira será maior ou menor do que o desconto obtido no pagamento das contas à vista.

Em São Paulo, por exemplo, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) poderá ser pago à vista com desconto de 4%.

O parcelamento pode ser feito em dez vezes. Ao optar pelo parcelamento e abrir mão do desconto, o consumidor acaba pagando, de forma embutida, uma taxa de 0,92% ao mês para o governo, diz Samy Dana, economista e professor da FGV.

Já o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) pode ser pago à vista com desconto de 3% em São Paulo. Se optar por um parcelamento em três vezes, o consumidor paga, embutidos, juros de 3,13% ao mês.

“Nos dois casos, vale a pena resgatar o dinheiro e pagar o imposto com desconto. O ganho financeiro será melhor do que ele teria se deixasse o dinheiro aplicado e todo mês resgatasse para pagar imposto”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Se optasse por manter o dinheiro guardado e parcelasse a dívida, o consumidor não conseguiria ganhar, na aplicação, mais do que o que pagaria de juros, tanto no caso do IPTU (0,92% mensal) como no do IPVA (3,13% mensais).

Aplicações como poupança, fundos de renda fixa, Tesouro Direto e CDBs, por exemplo, rendem entre 0,52% e 0,54% ao mês, no máximo. Esse ganho é líquido, já descontados taxas e impostos.

Um bom desconto também deve ser pedido na hora de comprar o material escolar. “Se o consumidor não tiver um bom desconto, pode ser mais interessante parcelar na própria loja”, diz Oliveira.

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