13/12/2013
A quantidade de celulares encontrados há duas semanas na Delegacia de Campo Largo com os presos e o celular dentro de um preservativo escondido na vagina da mulher de um dos presos gerou muita polêmica e comentários na cidade.
A Folha recebeu algumas sugestões para fazer matérias, com denúncia de que alguns presos utilizam celular dentro da Cadeia. A única forma de coibir o uso de celulares nestes casos, devido ao sistema, é a Operação Bate-Grades.
Em toda as visitas são realizadas revistas íntimas. No caso das mulheres que visitam os presos, elas não podem passar por exame de toque se não for por um ginecologista, profissional que não é disponibilizado na Cadeia. A funcionária que faz a revista, então, não pode fazer o toque. Há relatos de que muitas mulheres passam com diversos objetos dentro da vagina, mas que muitas vezes não são pegas porque envolvem os mesmos em diversos materiais, inclusive preservativos, dificultando que o detector sinalize a presença de celular. Nos presídios existe uma cadeira que detecta os celulares, mesmo envoltos em alguns materiais. Mas, nas Delegacias, geralmente não existe esta cadeira. O sistema utilizado, então, traz dificuldade para quem trabalha na Delegacia, pois em muitos casos a mulher consegue entrar com o celular, por isso a necessidade de Operação Bate-Grade periodicamente.