11/10/2013
As crianças são sempre como uma atração à parte em qualquer evento.Elas têm mostrado uma desenvoltura surpreendente, poder de argumentação, mostram que sabem o que querem e
11/10/2013
As crianças são sempre como uma atração à parte em qualquer evento.Elas têm mostrado uma desenvoltura surpreendente, poder de argumentação, mostram que sabem o que querem e
11/10/2013
As crianças são sempre como uma atração à parte em qualquer evento. Elas têm mostrado uma desenvoltura surpreendente, poder de argumentação, mostram que sabem o que querem e muitas vezes chegam a impressionar os adultos com o que falam. Ao mesmo tempo que parecem muito maduras para a idade que têm, continuam com o olhar de uma criança, que quer se divertir, ver a vida mais leve, com muitas brincadeiras e o carinho dos pais.
Para ouvir um pouco sobre as crianças, na visão delas mesmas, a Folha conversou com alguns alunos do Colégio Cenecista Presidente Kennedy. A conversa, bem descontraída, foi no Parque da Lagoa, em um dia ensolarado, quando eles aproveitavam para brincar e fazer piquenique na semana voltada à comemoração do Dia das Crianças.
“Ser criança é se divertir, brincar, sair com os pais, ir na casa dos avós, brincar na escola, estudar. Mas os adultos também podem fazer o que as crianças fazem. Meu pai brinca muito comigo, andamos de bicicleta”, comenta Eduarda Vantroba, de 10 anos. “É como uma máquina do tempo humana”, completa Guilherme Batistel, de 8 anos, durante comentário das crianças de que elas fazem os adultos voltarem a ser crianças.
O legal de ser crianças, segundo eles, é que não precisam trabalhar e eles têm muito tempo livre para brincar. “Os adultos têm pouco tempo para ficar com os filhos”, afirma Igor Pessoa, de 9 anos. Para ele, as crianças também têm responsabilidades, porque têm hora de tomar banho, de escovar os dentes, hora para dormir e brincar – o que todos os outros concordam.
Quanto às dificuldades em ser criança, eles dizem que é não poderem saír sozinhos, não poderem sair de casa quando está frio e não ir para a rua por causa do movimento dos carros. “Eu queria poder ir no shopping sozinha”, comenta Isabela Garrett Portugal, de 9 anos. “E eu já queria poder dirigir”, completa Igor.
Todos concordam que hoje as brincadeiras estão muito ligadas aos eletrônicos, a computadores. Eles afirmam ter consciência disso, mas comentam que tentam conciliar com brincadeiras mais caseiras, porque eletrônico vicia. Dizem que na época dos pais eram muitos brinquedos feitos por eles mesmos, boneca de pano e, segundo Igor, até boneca de sabugo de milho. Outra diferença que eles veem é que os pais tinham que trabalhar na horta, para ajudar, e hoje eles não precisam. Enquanto alguns adoram casa na árvore, outros nunca tiveram oportunidade de entrar em uma.
Eduarda diz que adora brincar de cozinhar com a mãe - ela procura receita na internet e faz junto com a mãe, como a de cupcake que fizeram recentemente. Igor conta empolgado que seu pai vai fazer para ele um carrinho de rolimã, que era muito usado antigamente pelas crianças. Eles mantém as brincadeiras de antigamente como pega-pega, esconde-esconde e gostam de jogar futebol, as meninas jogam futebol com os cachorros, e adoram passear no zoológico.
Ayleen Lunardon, de 10 anos, diz que gosta muito de ler, e já chegou a ler um livro de mais de 200 páginas em um dia – gosta de comédia, ficção científica, aventura, pesquisa, entre outros. Isabela comenta que também gosta muito de ler livros e gibis.
Entre as diferenças, em relação à infância dos pais, está o respeito. Eles dizem que muitas crianças não respeitam os pais, respondem de forma mal educada e, segundo Ayleen, tem crianças que são muito insistentes quando querem alguma coisa. “Querem tudo na hora”, afirma Luiz Henrique Buture, de 6 anos.
Ayleen comenta que hoje os pais compram um celular novo e quando surge um lançamento de outro celular já querem outro, que as crianças geralmente não têm muito controle. Amanda Nunes, de 7 anos, diz que gosta de celular para ficar jogando.
Eles querem que, quando tiverem filhos, sejam iguais a eles. Afirmam que estudam bastante para terem um trabalho bom, uma casa boa e querem ser pessoas de caráter, que não ficam xingando, que sejam responsáveis e tenham autocontrole. Alguns ainda dizem que querem ter mais paciência porque se irritam muito fácil, mas não sabem explicar o motivo.
Neste Dia das Crianças os pedidos de presente variam muito – boneca, celular, disco de duelo e até uma irmã. E eles dizem ter dó de crianças que não têm brinquedos, que não têm nem casa para morar. Ainda têm dó das pessoas viciadas, que não conseguem se tratar, de quem está no hospital, dos idosos que não têm dinheiro para comprar remédios e que são maltratados. As crianças mostram que mesmo pequenas e com visão diferente de algumas situações, elas observam tudo ao redor, questionam e já pensam no futuro.