02/09/2013
Lagoa vive a expectativa com a proximidade do novo hospital
02/09/2013
Lagoa vive a expectativa com a proximidade do novo hospital
02/09/2013
Dois tempos históricos marcam o Parque da Lagoa e o seu entorno, com a proximidade da inauguração do Hospital Nossa Senhora do Rocio, um grande complexo hospitalar em construção naquela região. Os moradores e empresários lembram as lendas e a tradição daquele belo logradouro público e as perspectivas de um novo tempo, com as novas atividades de serviço, que se abrem a partir de agora.
A “Lagoa Misteriosa”, cujas águas “desaparecem”, segundo as lendas, muitas vezes repentinamente, já não é mais a mesma. Há três anos a lagoa não seca e a “grande cobra” de duas cabeças, uma das quais estaria sob as águas e a outra em Curitiba, sendo o rabo no litoral, também ficou no esquecimento. Poucas pessoas falam na lenda que ninguém, nem mesmo os mais supersticiosos, acreditam.
Lendas
Além da lenda da cobra, há outra tão surreal quanto, a de um padre que teria visitado um salão, naquele local, onde os fiéis dançavam um baile. Revoltado com a situação, o padre teria esbravejado com os seus fiéis e saiu, esquecendo a Bíblia sobre uma mesa. Ao voltar para pegar o livro, o padre teria encontrado apenas a lagoa, cujas águas teriam tragado o salão de baile e todos os que se encontravam em seu interior.
Mas tudo isso não passa de histórias que, em tempos atuais, não se acreditam mais. Hoje a lagoa e o seu entorno vivem os últimos dias de uma era e o limiar de outra. A construção do novo Hospital Nossa Senhora do Rocio, que deverá ser inaugurado em 2015, vai mudar as estruturas e a vida econômica do seu entorno. Comerciantes já antevêem o incremento das atividades de serviço, como hotéis, restaurantes e lanchonetes, para atender o fluxo de pessoas que, espera-se, será grande.
O dono do bar da Lagoa, Setembrino Carvalho e seu filho Vagner, já decidiram fazer mudanças, no lugar do bar será montado um restaurante, com Buffet, para atender aos acompanhantes de pacientes do hospital, cujo edifício se levanta ali perto. Setembrino acredita que a mudança de atividade será benéfica para ele e seus familiares. Outro morador próximo já adiantou, também, que vai reformar a casa e transformá-la em uma pensão. “Tem muita gente que vem acompanhar pacientes, às vezes famílias inteiras, e não têm onde ficar. A pensão será um bom negócio”, explicou.
A própria lagoa dos antigos índios Tinguis, que habitavam o local na época da colonização, não deverá mudar muito. Sua estrutura, hoje, com área de mais de 38.000m², precisará apenas de mais equipamentos, como bancos, mesas, quiosques e banheiros, para atender o aumento da demanda de público, segundo os moradores da região.
Sossego
A Reportagem da Folha também ouviu moradores que reclamam do mau uso daquele logradouro público. Reclamam principalmente do excesso de ruídos, do som alto de carros que estacionam no entrono da lagoa, excepcionalmente nos finais de semana, do Funk e das frases pornográficas no último volume. Os moradores dizem que não agüentam mais, e que a Polícia deve freqüentar mais aquele local.
As informações sobre a construção de um posto policial, naquele logradouro, foram bem recebidas pelos moradores. Todos esperam que isso se torne realidade, o mais breve possível.
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