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Resposta

07/08/2013

Brasil cobra resposta satisfatória dos EUA sobre espionagem

Resposta

07/08/2013

Fonte:G1.com

Foto:Shannon Stapleton/Reuters

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta terça-feira em Nova York que o Brasil ainda espera dos Estados Unidos um pronunciamento satisfatório sobre a política de espionagem praticada por agências de inteligência americanas no país.

Após participar de debate aberto promovido pela presidente Cristina Kirchner no Conselho de Segurança da ONU, presidido pela Argentina este mês, ele afirmou, no entanto, ter esperanças na gestão da embaixadora Samantha Power, que estava presente ao debate, em seu primeiro dia à frente da delegação americana nas Nações Unidas.

- As explicações dadas pelos EUA até o momento não são consideradas suficientes, por isso estamos estabelecendo um diálogo, para ter esclarecimentos adicionais - afirmou Patriota numa entrevista coletiva antes de embarcar de volta ao Brasil. - A nova representante dos EUA se interessa muito pela diplomacia brasileira e é movida por ideais de cooperação internacional, de respeito pelo direito internacional. Nossa expectativa é a de que a cooperação com a delegação americana na ONU sob o seu comando será a melhor possível.

Articualção global

No dia seguinte ao encontro de chanceleres do Mercosul com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para manifestar repúdio à vigilância americana, Patriota adiantou que a iniciativa latino-americana de orquestrar uma articulação global já pode ser classificada como “uma iniciativa de sucesso” e começa a ter resultados práticos.

- Existe um país que está propondo um protocolo adicional ao pacto sobre os direitos civis e políticos, um dos instrumentos internacionais que contêm dispositivos que versam sobre o direito à privacidade, para especificar mais ainda como esses direitos devem ser resguardados na era da internet. Estamos caminhando mais rápido do que podíamos imaginar - comentou, sem dizer que país estaria elaborando tal documento.

Patriota se reuniu com Cristina Kirchner antes de discursar no Conselho de Segurança. Na ONU, a presidente da Argentina pediu o estabelecimento de “regulamentações globais para assegurar a soberania dos países e a defesa da vida privada dos cidadãos”.

- Podemos viver na diversidade, e essas ideias diferentes não nos transformam em inimigos - disse ela.


 
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