25/07/2013
A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias.
Neste contexto, são considerados nativos digitais, aqueles que já nasceram em um universo digital, em contato com a Internet, computador e vídeo games. São jovens que “falam”, o idioma digital destes recursos eletrônicos, como se esta fosse sua língua materna. Encaram com facilidade as frequentes mudanças e novidades do mundo tecnológico e se adaptam a esta realidade inconstante com a mesma rapidez com que ela se transforma. Por outro lado, há os imigrantes digitais, aqueles que conseguiram (uns mais, outros menos) se introduzir no ambiente das novas tecnologias mais cedo ou mais tarde em suas vidas.
A partir dessa realidade, é de suma importância fazermos a ligação entre a forma como os nativos enxergam o mundo a sua volta (incluindo certamente a escola) e como eles aprendem. Uma vez que esses jovens possuem inúmeras habilidades, ao adotarem o mundo digital como parte integrante e dominante de sua vida cotidiana, conseguem realizar várias tarefas simultaneamente como assistir a vídeos, fazer download de músicas, teclar com os amigos em salas de bate‐papo, enviar e receber arquivos diversos e ainda realizar a pesquisa da escola. Como consequência, estão acostumados a receber informações em um fluxo muito grande e têm extrema familiaridade com imagens, símbolos e códigos.
E é neste ritmo frenético que os nativos digitais chegam à sala de aula e encontram com seus professores imigrantes digitais em uma escola que, muitas vezes,parece estar desconectada do mundo deles. Esse cenário tecnológico, que por vezes afasta os alunos de seus professores e faz com pareçam viver em mundos diferentes, é o mesmo que nos auxilia a obter muito conhecimento, informação e a evoluir cognitivamente, o que faz com que jovens e crianças não consigam entender essacontraditoriedade.
Dessa forma, palco de muitas discussões e encarados por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Com a utilização de games, os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, ensinar os estudantes a fazerem escolhas, planejarem, entre outras coisas. Nessa perspectiva, os estudantes são estimulados a saber quais as consequênciasde suas atitudes frente aos desafios que os jogos eletrônicos oferecem. Por outro lado, o papel do professor na cultura digital é também o de estar pronto para admitir que não saberá determinados assuntos. Antes, um bom professor era aquele que sabia muito sobre todos os assuntos. Hoje, ele não consegue competir com a internet. O bom professor será aquele que descobrirá junto com o aluno.
Para finalizar, percebe-se que deve haver um meio termo em sala de aula. Ressalta-se a importância do professor na incorporação de métodos inovadores de ensino, como o uso de plataformas de ensino adaptativo e aprendizagem baseada em projetos. Isso já pode contribuir na mudança de posição do professor, já que este deixa de ser um mero fornecedor de aulas e passa a assumir um papel de assegurador de aprendizagem.