06/07/2013
Medicamentos têm forte oscilação de preço
06/07/2013
Medicamentos têm forte oscilação de preço
06/07/2013
A Folha recebeu a reclamação de uma leitora sobre a grande diferença de preço de um mesmo medicamento em diferentes farmácias. Outro motivo do descontentamento foi quanto à diferença de preço no mesmo estabelecimento, se o cliente não lembrar de pedir o desconto.
Essa leitora relatou que para diminuir os sintomas da gripe solicitou a uma farmácia em Campo Largo o Resfenol, o qual custou R$ 15,00 mais o acrescimento de R$ 5,00 para entrega. Dias depois ela pediu ao seu filho que comprasse o mesmo medicamento e ele foi em outra farmácia, onde o medicamento custou R$ 29,33. Ela foi outro dia a este local reclamar o preço e eles comentaram que poderia ter sido pedido desconto e o produto de R$ 29,33 custaria R$ 20,00. Ela se mostrou indignada com esta diferença de preço e este desconto em cima do produto, que na verdade ele ainda fica mais caro do que em outra farmácia sem desconto. E desconto este, que é questionável, porque é dado para qualquer pessoa que solicite e na verdade mantém o produto com o preço de mercado.
A Folha fez uma pesquisa em três farmácias e encontrou uma grande diferença de preço. O Omeprazol 2 mg com 28 cápsulas em uma farmácia custa R$ 29,98, em outra R$ 19,40 e em uma popular R$ 18,60. Esse mesmo princípio ativo, mas com a marca Peprazol, custa R$ 63,00 mas com o desconto fica R$ 37,09 em uma farmácia, em outra custa R$ 28,90 e em uma popular esta marca não é comercializada.
O Paracetamol 750mg com 20 comprimidos custa R$ 7,79 em uma farmácia, R$ 9,50 em outra e R$ 3,50 em uma popular. Esse princípio ativo, com a marca comercial Tylenol, custa R$ 20,40 em uma farmácia, R$ 22,90 em outra e R$ 16,25 na popular.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, para economizar na compra de medicamentos é importante pesquisar em diferentes redes de farmácias e drogarias, e não deixar de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra. Percebe-se grande margem de negociação e diversas farmácias e drogarias cobrem preços da concorrência. Na hora da compra, pergunte se existe a versão genérica do medicamento, que, de acordo com a Anvisa, não pode ser mais caro que o medicamento de referência. O genérico é mais barato, mas também há diferença entre eles de acordo com o laboratório que é fabricado.
Quando o médico for receitar um medicamento, o Idec sugere que seja solicitada a receita com o nome do princípio ativo, e não pelo nome de marca, para assim optar pelo mais barato. Pacientes que tratam hipertensão ou diabetes, e mulheres que usam contraceptivos, devem consultar seu médico sobre a possibilidade de utilizar um dos medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular. Para esses medicamentos há subsídio do governo, que pode chegar a 90%. Há uma série de farmácias e drogarias que já participam do Programa. Para obter esses descontos é preciso que o paciente leve a receita e tenha em mãos o CPF