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Manifestações

29/06/2013

Cônego Pedro comenta sobre manifestações

Manifestações

29/06/2013

Na manifestação que ocorreu sábado (22) em Campo Largo, estiveram presentes os padres Osmair, Vilela, Messias e Pedro, como também os seminaristas. Para o cônego Pedro, do Santuário Senhor Bom Jesus, é “algo muito bom o que está acontecendo no Brasil. Começou pequeno e agora ganhou proporção, levantando questões que estavam sendo deixadas de lado. A população quer um País diferente”.

Segundo o cônego, estas ações despertam consciência política e social, além de mostrar aos governantes que o povo não está satisfeito e está contra a corrupção e impunidade. “Nós, padres, apoiamos plenamente este despertar, só lamentamos os casos de vandalismo”, detalha. Ele diz ter a impressão de que os governantes não esperavam por isso, que foram pegos de surpresa, e os brasileiros mostraram que não são só carnaval e futebol, que querem resultados.

Se for para existir mudança, o Cônego diz que as manifestações devem continuar, de modo pacífico. Estas ações vieram para ficar - talvez não com a mesma proporção, mas em grupos menores – e mostraram o nível de organização que se é capaz de fazer, com grande apoio das redes sociais, que foram fundamentais para a dimensão do protesto. “Acredito que alguns políticos vão pular fora, aqueles que não são bem intencionados, porque não vão mais conseguir esconder os casos de corrupção”, diz.

Política

Os padres começaram a falar sobre política nas missas em Campo Largo nas eleições do ano passado e, segundo ele, muitos foram contra, “mas quando o povo sofre é a Igreja que sofre”. Por isso, foi criado o Conselho de Fé e Política, com objetivo de despertar esta consciência, com base no catecismo, nos documentos de Aparecida e diretrizes gerais da Ação Evangelizadora. Já houve uma primeira reunião e a segunda está marcada para o dia 27 de agosto, quando será abordado o tema “Homens na sociedade e sua responsabilidade”, levantando assuntos sociais, políticos, ecológicos, entre outros.

O Cônego Pedro citou uma frase de Paulo XI, de que a política é o lado mais nobre da caridade - porque deve ser feito para o bem da coletividade. “A Igreja não tem partido nem candidato específico, mas deve apoiar bons cristãos, comprometidos neste meio político, que infelizmente está degradado”, destaca.

Auxílios

Sobre os diversos benefícios sociais às classes menos favorecidas, concedidos pelo Governo Federal, o cônego Pedro disse que acha importante essas “bolsas” em um primeiro momento de socorro, para as famílias que estão realmente precisando, mas que isso fosse dado respeitando um prazo, um limite. “O governo deveria falar, por exemplo, que dá o benefício por seis meses, até a família se estruturar. E nesse tempo daria a ela condições de estudo e trabalho, para eles correrem atrás”, explica. Segundo ele, as bolsas incentivam as pessoas a não trabalharem. Já há muitas profissões que as pessoas nem querem mais aprender. O Governo precisa dar condições para que as pessoas cresçam. “Muitos estão ficando mal acostumados. Este é um prejuízo incalculável para a nação, pois não querem trabalhar e não querem aprender”, conclui.

 

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