29/06/2013
Trabalhadores do Hospital Infantil fazem paralisação por melhores condições
29/06/2013
Trabalhadores do Hospital Infantil fazem paralisação por melhores condições
29/06/2013
Cerca de 200 funcionários do Hospital Infantil de Campo Largo cruzaram os braços e parte deles foi para a rua reivindicar melhores condições de trabalho. Eles querem de volta a jornada de 30 horas semanais, tomada por decreto em 2008, e a contratação de profissionais já concursados. Segundo os trabalhadores, o serviço que está sendo prestado é precário por falta de pessoal. “Temos duas enfermarias fechadas porque não tem gente para trabalhar”, explicou um dos trabalhadores.
O diretor do SindiSaúde - Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná -, Amauri Nogueira, disse que mais de 60 funcionários concursados estão aguardando a contratação, enquanto a Diretoria contrata estagiários sem concursos, para suprir as vagas. “Não é apenas no Hospital Infantil em Campo Largo que o problema existe, estamos paralisando unidades também na Lapa, Ponta Grossa, Cascavel, em Curitiba, no Hospital do Trabalhador e no Hospital de Reabiliação. Em todos, os problemas são os mesmos”.
Amauri adiantou, ainda, que a categoria pode entrar em greve, dependendo da resposta do secretário Estadual de Saúde, às suas reivindicações. Mobilizações aconteceram também em Londrina, Lapa, Cascavel, Ponta Grossa, Curitiba, Paranaguá, Guarapuava e Francisco Beltrão.
Problemas
Os trabalhadores denunciam, ainda, a situação precária dos vários hospitais públicos, onde até gaze falta, para fazer curativo, e muitas vezes não tem detergente para lavar louça. Eles lutam por melhores condições de trabalho e alertam a população sobre o perigo que todos correm, ao recorrerem a um hospital público precário, como o Hospital Infantil de Campo Largo, pelo descaso das autoridades de Saúde do Estado.
Durante boa parte da manhã desta terça-feira, os trabalhadores se concentraram em frente ao Hospital Infantil e, por volta das 10 horas, saíram em passeata pelas ruas da cidade, chegando ao centro, para mostrar à população a sua luta.
Providências
O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, e a secretária estadual da Administração e da Previdência, Dinorah Botto Portugal Nogara, anunciaram na terça-feira (25), em reunião com o SindSaúde, que o Governo do Estado encaminhou para a Assembleia Legislativa o projeto de Lei que transforma o vale-transporte em auxílio-transporte. Se aprovada, a lei determinará o pagamento do benefício em folha. Também anunciaram que a Secretaria da Administração vai aceitar declaração de comparecimento como justificativa de ausência do servidor ao trabalho em razão de consultas médicas, odontológicas e serviços de diagnóstico. O ofício circular foi assinado nesta terça-feira (25) pelos secretários e passa a valer a partir desta data.
“Qualquer mudança que implique novos custos ao erário público esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal e depende do crescimento da receita do Estado. A redução da jornada para 30 horas semanais é um desses pontos”, destacou a secretário a Dinorah Nogara.
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Pautas locais reivindicadas pelos servidores
1 – As empresas terceirizadas oprimem os trabalhadores (descontam atestados, demitem por qualquer motivo, salários baixos)
2 – Descontar a licença maternidade/doença no estágio probatório
3 – Auxílio transporte para todos. Chega de atraso no VT
4 – Muito chefe para pouca gestão
5 – Os filhos dos servidores encontram dificuldades para serem atendidos no HICL
6 – Falta de creche para os filhos dos trabalhadores
7 – Na falta de chamar concursados, os estagiários são usados como trabalhadores efetivos
8 – Prazo para a entrega do atestado. Se ficar de atestado num dia, tem que entregá-lo no outro. Esta regra não é aplicada a todos
9 – SAS – caro e sem eficácia
10 – Falta trabalhadores em quase todos os setores do hospital
11 – Descanso médico longe da área assistencial
12 – Muitos gestores e supervisores só servem para oprimir o trabalhador e acatar as ordens das chefias. Não envolvem os trabalhadores nas discussões.
13 - O lanche servido no hospital é de baixa qualidade
14 – Falta de bebedouros no ambulatório, emergência, centro de imagem e outros setores
15 – Trabalhador da recepção tem que vir uma hora antes do seu horário de trabalho
16 – A iluminação do estacionamento é precária
17 – Quando é solicitado uma compra, os materiais solicitados demoram a chegar, impedindo o trabalho (manutenção)
18 – Falta de equipamentos básicos na cozinha. Tiveram que fazer “vaquinha” para comprar um liquidificador
19 – A humanização com os trabalhadores é deixada em segundo plano – há muito tratamento diferenciado, privilegiando alguns
20 – A rouparia está com falta de roupas
21 – Sobrecarga de trabalho na lavanderia
22 – A rampa está sem piso. O contrapiso é inadequado para a higiene hospitalar
23 – Há equipamentos parados na Central de Materiais há anos. Compraram mais um autoclave sem necessidade
24 – Gasto com supérfluos (autoclave, televisores), sendo que há outras necessidades básicas a serem cumpridas
25 – A fono tem equipamentos parados
26 – Foi doado um ventilador mecânico para o Hospital Pequeno Príncipe
27 – O altofalante (instalação cara) do Hospital não funciona
28 – Bloquearam o acesso à internet, impedindo inclusive os trabalhadores de realizarem pesquisa sobre seu processo de trabalho
29 – NEEPS não cumpre sua função. A maioria dos trabalhadores não passam por treinamentos
30 – Encaminhamentos de exames para o CETAC, que poderiam ser realizados no Centro de Imagem
31 – Esclarecer o porquê de aluguel de impressoras
32 – Técnico de RX sem folga no feriado
33 – Falta de trabalhadores à noite no lactário
34 – A manutenção fica sem material para poder trabalhar
35 – Sem uma política de Saúde do Trabalhador – ninguém vê a questão de ergonomia, mapa de risco, acompanhamento dos expostos a fluídos biológicos, etc
36 – Folga dos meses que tenham 31 dias
37 – Remanejamento dos trabalhadores de enfermagem nos diversos setores do hospital. Desconsidera que a assistência de enfermagem necessita de treinamento específico para cada local.
38 – Ausência de sala de medicação nas enfermarias
39 – Abuso de autoridade
40 – Assédio moral
41 – Direção de enfermagem com problemas de gestão
42 – Excesso de atribuições para os enfermeiros assistenciais
43 – Falta de escriturários nas unidades assistenciais
44 – Falta de circulante de farmácia para todo o período