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Engenharíadas

07/06/2013

Bagunça faz campo-larguenses criticarem as Engenhariadas

Engenharíadas

07/06/2013

A edição da Engenhariadas, evento que reuniu milhares de estudantes universitários de 24 universidades do Sul do país entre os dias 30 de maio e 2 de junho, foi criticada pela população, principalmente os vizinhos das escolas que serviram de abrigo aos estudantes. O barulho, a bagunça e a falta de respeito de alguns dos participantes, irritou os moradores próximos das ecolas-alojamento.

Um dos principais problemas denunciados foi provocado pela falta de banheiros para todos, o que obrigou os alunos a pedirem para tomar banho nas casas vizinhas. “Quando a gente recusava, eles jogavam lata de cerveja, falavam que a nossa cidade era uma “m” e nos xingavam”, disse uma moradora. Também não haviam organização, espaço adequado para os visitantes e segurança.

Inferno

“Moro na frente de uma das escolas em que o pessoal estava alojado, e na quinta-feira as cinco  horas da manhã escutamos uma movimentação muito grande em frente a nossa casa, gritos, falas, canecas batendo, levamos o maior susto, os jovens. Eles gritavam “abre a escola que queremos fumar Maconha”, e gritavam “Maconha, Maconha, Maconha. Meu marido saiu pra mostrar que eles estavam incomodando e que tinham nos acordado. Enfim, de dia saíam para jogar, voltaram à noite com a mesma bagunça, pedindo banheiro porque não tinham como tomar banho. Eram 150 alunos para uma escola minúscula, sem estrutura nenhuma para este tipo de evento, montaram barracas ao relento, pois a falta de espaço era precária”.

“Por volta das 23 horas mais ou menos – disse a moradora - foram todos para o Polentão, onde havia uma festa. Chegaram de volta às cinco da manhã completamente bêbados e drogados, fazendo o maior barulho, não podíamos dormir. Chamamos a policia, e eles é claro, não vieram. Nos falaram que a reclamação estava na cidade inteira e não podiam fazer nada. Um dos vizinhos não quis ceder o banheiro para alguns rapazes tomarem banho e eles começaram a jogar as coisas na casa dele. Meninas andavam só de toalha dentro da escola e na frente. Urinavam em nossos muros, todos visivelmente alterados”.

“Na manha de domingo a coisa piorou, eles voltaram da festa piores ainda. Fui falar com o segurança da escola que estava ali. Era um senhor de idade e estava com medo de entrar no colégio, ligou para um responsável e nada fizeram. Liguei para a Guarda Municipal umas seis vezes avisando que precisávamos da ajuda deles, pois meu marido estava louco com aquilo, queria bater neles, fazer algo, já que não tinha ninguém pra nos socorrer. Temos criança pequena em casa e um jovem também, todos vendo aquilo acontecer em nossa cidade, em frente a nossa casa, foi um absurdo. Quando já era umas sete da manhã a Guarda Municipal veio e entrou no colégio e aí eles pararam, foi o pior dia da minha vida”.

“Eram universitários mostrando que não tinham dignidade nenhuma, nem respeito. O que eles vieram fazer aqui? Jogar? Participar de jogos? Não! Vieram simplesmente para dizer na nossa cara que aqui é uma cidadezinha de “m”, como ouvimos”.

“Se a Prefeitura quisesse fazer um evento desses, que se programasse antes, com estrutura e tudo mais, sem bagunça, sem bebidas, sem drogas, porque foi só o que rolou nestes dias. Eles não têm que beneficiar somente o comércio, têm que pensar nos moradores, que saem pra trabalhar todos os dias e voltam cansados querendo descanso e sossego. Campo Largo não precisa disso, tem coisas mais importantes pra fazer, pela nossa saúde, nossa segurança”, explicou.


 

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