07/06/2013
Nos quatro dias da Enganhariadas, foram arrecadadas sete toneladas de alimentos não perecíveis, que serão doados a famílias carentes da cidade e projetos sociais. Além disso, a organização do evento doou ao município todos os materiais esportivos utilizados durante a competição e, ainda, um placar eletrônico, que já está instalado na Vila Olímpica.
O presidente da Liga Esportiva das Engenharias do Paraná (LEEP), Bruno Schmidt, afirma que o objetivo das doações é acrescentar à rivalidade esportiva um caráter social. “Também é um agradecimento que fazemos à cidade, deixando algo que vai servir ao município depois do evento”, diz Schmidt.
Os alimentos arrecadados foram encaminhados ao Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar) de Campo Largo, responsável pelo direcionamento das doações. A primeira instituição beneficiada foi o Movimento de Integração Cristã do município, que recebeu 300 kg de alimentos no último dia 5. O placar doado já foi instalado e os equipamentos esportivos foram recebidos pelo departamento de Esportes.
De acordo com a LEEP, Campo Largo recebeu 3.600 universitários – 3.200 ficaram hospedados em escolas e os demais em hotéis ou outros alojamentos. Os jogos aconteceram na Vila Olímpica e a Liga contratou 30 seguranças para cada dia de competição.
As três noites de shows do Engenharíadas aconteceram no Ginásio Polentão, com a participação da banda Raimundos, Gabriel o Pensador, Turma do Pagode e outras atrações nacionais. Segundo o presidente da Liga, no total, aproximadamente 12 mil pessoas compareceram às festas.
Com 138 pontos, a UEM ficou com o primeiro lugar da classificação geral. O segundo lugar foi da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com 120 pontos, seguida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 111.
Depois do evento
Para o secretário de Educação Cultura e Esporte, Avanir Mastey, um evento desse porte traz movimentação financeira para o município. “Conversei com um comerciante do bairro Rivabem e ele me disse que superou suas vendas de pães nesses dias e que quer mais eventos assim na cidade. É um retorno financeiro para os nossos empresários, principalmente para a economia criativa. E isso também retorna para a população, é um ciclo: por causa dos impostos nos produtos, o município terá mais possibilidades de investimento”, afirma o secretário.
Além disso, o secretário ressalta que quase quatro mil futuros engenheiros e arquitetos puderam conhecer todos os benefícios da cidade. “Eles são futuros profissionais, que trabalharão em multinacionais, nacionais e públicas. E eles passaram por aqui, conheceram a nossa cidade e sabem que as portas estão abertas se quiserem voltar”, salienta Mastey.
Uma avaliação foi realizada nas escolas para identificar possíveis avarias causadas pela movimentação dos universitários. Todos os estragos estão sendo reparados pela LEEP. “Uma equipe de manutenção já está trabalhando no reparo, para que não fique nenhum prejuízo para a cidade. A previsão é que o trabalho seja concluído até o final de semana”, explica o presidente da Liga.