13/05/2013
Ídolos da década de 70 relembram último tetra paranaense do Coritiba
13/05/2013
Ídolos da década de 70 relembram último tetra paranaense do Coritiba
13/05/2013
Fonte:G1.com
Foto:Arquivo / Site Oficial do Coritiba
Neste domingo, o elenco do Coritiba entra em campo no Estádio Couto Pereira, às 15h50m (de Brasília) para tentar escrever mais uma linha na história alviverde. Somente um empate com o Atlético-PR separa o atual grupo de um feito histórico, que não é comemorado desde 1974: um tetracampeonato paranaense.
Diferente do atual calendário brasileiro, o Campeonato Paranaense da década de 70 era disputado no final do ano. Por isso, há exatos 38 anos, cinco meses e um dia, o Coritiba comemorava a sua única sequência de quatro títulos estaduais seguidos. Um ano marcante para o Coxa, que estava sob o comando do lendário presidente Evangelino da Costa Neves, com o projeto de melhoria no Estádio Belfor Duarte (atual Couto Pereira).
Mesmo assim, o time passou pelas suas dificuldades, como a saída de bons jogadores como Orlando, Oberdan e Zé Roberto. Porém, a base continuou mantida com outros destaques como Jairo, Hidalgo, Dirceu Krüger, Tião Abatia e Aladim. O desafio era manter o bom futebol e, novamente, se superar no futebol local.
O jogo que culminou no grito de tetracampeão foi disputado no dia 11 de dezembro de 1974, no Belford Duarte - que ainda estava em construção, principalmente das duas curvas. O adversário era o Pinheiros. O Coxa já tinha conquistado o primeiro turno. Um novo título na atual fase iria representar o tetracampeonato.
O gol da vitória saiu logo no começo da partida, com 14 minutos de partida. O ponta-direita Antoninho fez o primeiro gol dele no Coxa, além de ser o responsável pela continuidade da sequência, que só terminou com o hexacampeonato, em 1976. A jogada começou dos pés do artilheiro Tião Abatia, que deu uma arrancada, se livrou da falta e cruzou para o colega.
O meia Dirceu Krüger, conhecido como Flecha Loira, foi hexacampeão no Alto da Glória e até hoje trabalha com as categorias de base coxas-brancas. O ex-jogador lembrou da sensação de conquistar um tetracampeonato, além da responsabilidade de dar sequência a uma série tão grande de títulos.
- Um título sempre é marcante. Ainda mais quando tem uma marca tão importante como essa. Eu lembro que a comemoração era dupla. Além de vencer, era uma coisa única. Tinha que comemorar o título do ano, além do tetracampeonato estadual. Uma coisa que ficou marcada na história - relembrou o ídolo coritibano.
O atacante Aladim também estava presente em 1974, além de ter participado do tri, penta e hexacampeonato. O ex-jogador confessou que não se lembra bem daquela partida decisiva, mas que a sequência de títulos no Coxa fez ele adotar a capital paranaense como sua cidade natal.
- Foi uma época muito especial, pois o Coritiba tinha um time muito bem estruturado e capaz de grandes conquistas. Tanto que naquela época já tínhamos conquistado o Torneio do Povo, com um significado muito grande para a história do clube - complementou.
A escalação do Coritiba naquela partida foi formada por Jairo; Hermes, Dí, Hiran e Nilo; Hidalgo e Dito Cola; Antoninho, Krüger, Tião Abatiá e Aladim. O treinador foi Armando Renganeschi. Abatiá foi o goleador alviverde do time com 11 gols. Os dados foram fornecidos pelos Helênicos, grupo de pesquisadores da história coxa-branca.