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Mãe

10/05/2013

As lutas incansáveis ao exercer o dom de ser mãe

Mãe

10/05/2013

Foto: Brunno Zotto

 

“É uma experiência única. Todo dia eu me emociono com o aprendizado deles, desde que começaram a falar, andar, escrever. A felicidade deles está diretamente ligada à minha”, relata a mãe Eliane Moraes de Almeida Metz. A ligação com os filhos, o amor incondicional, as noites mal dormidas e a vontade de fazer o mundo ser melhor para eles é algo admirável e encontrado nas mulheres ao exercerem a linda função de ser mãe.

Eliane é um exemplo de muitas mães que não aceitam o comum para seus filhos, elas querem sempre ir atrás do melhor; não aceita simplesmente ouvir “mas é assim mesmo” e deixar as coisas como estão; ela quer fazer diferente, quer o melhor para eles.

Ela conta que com a chegada do filho Luiz, hoje com 12 anos, muita coisa mudou em sua vida. “Aumentaram as responsabilidades, as prioridades se tornaram outras e a vida ganhou um sentido. Não tem como não ser assim. Comecei a saber que a vida pode ser plena e cheia de felicidade nas pequenas coisas”, diz.

Ele nasceu em abril de 2001. “Desde cedo, com 2 anos, ele já mostrava que era especial, mas, como eu não tinha outras crianças como referência, achava que era normal e até bonitinho ele fazer contas de cabeça, ler fluentemente sem qualquer ajuda, qualquer coisa, livros, placas, propagandas”, conta sobre o filho, que tem Altas Habilidades. Hoje, ele tem uma coleção de medalhas em olimpíadas (português, matemática, inglês), sendo que a que a família mais se orgulha são as do OBA, de Astronomia, a nível nacional.

“Em razão das dificuldades para desenvolver melhor a sua área de talento, busquei apoio na sala de recursos e Altas Habilidades do Colégio Julio Nerone aqui em Campo Largo, mas não foi o suficiente. A sala é do governo do Estado e, como tal, existe muita boa vontade, mas poucos recursos. Isso me motivou a fazer a fan page para divulgar as informações que disponho e também tive que me aprofundar no assunto. Entrei em contato com a PUC/PR, secretaria de educação, Rede POC em São Paulo, empresários, professores, escolas e amigos. Todos eles se mostraram muito interessados em colaborar. Várias pessoas de diversas partes do Brasil já entraram em contato comigo procurando ajuda também”, relata Eliane, que não se cansa de buscar mais informações a respeito e as possibilidades para sempre estimular seu filho.

Ela chegou a receber um convite de um assessor legislativo em Brasília para opinar quanto a um projeto de lei em tramitação para inclusão de crianças com Altas Habilidades e Superdotação e outro convite para feitura de uma carta de apoio ao movimento em torno de uma Política de Atendimento ao Aluno AH/SD, que culminou com uma Audiência Pública na Comissão de Educação em Brasília na última terça-feira (07).

Eliane também é mãe da Larissa, que nasceu em 2008. “Eles são bem diferentes, ele é mais reservado e ela é super comunicativa. Ter um menino e uma menina é um sonho e posso dizer que é uma delícia. Outro dia a Larissa me falou que queria ter asas para poder voar até a lua. Lindo, né?”, orgulha-se a mãe. “Nas lojas a seção de meninas é enorme e para os meninos é mínima. E outra diferença é que as meninas são princesas, delicadas, por isso dá para mimar mais”, completa.

Junto com o marido Klaus, ela incentiva os filhos a ter proatividade, a ajudar os que precisam, se preocupar com as outras pessoas e não se acomodar. “Talvez por causa da profissão [advogada] esse sentido de Justiça, dignidade, respeito e busca pelo direito está impregnado em mim, então, procuro participar das atividades nas escolas, na comunidade, buscar apoio, reclamar quando as coisas estão erradas ou quando é visível que podem melhorar”, afirma.

“Procuro elogiar quando as coisas estão corretas e incentivar as boas práticas. Afinal, este é o mundo que estamos deixando. Somos espelhos e eles aprendem com as nossas ações, então temos que agir corretamente. Tenho muito orgulho de ser mãe do Luiz e da Larissa”, conclui Eliane.
 

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