10/11/2012
Paraná estuda desenvolver projeto para energia solar
10/11/2012
Paraná estuda desenvolver projeto para energia solar
10/11/2012
Fonte:AEN-PR
O Governo do Paraná, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e a Itaipu Binacional firmaram quarta-feira (07) convênio para a realização do estudo de viabilidade técnica e econômica do projeto “Green Silicon”. O projeto busca o domínio da tecnologia de industrialização do silício e a implantação, no Brasil e Paraguai, da cadeia de componentes para produção de energia fotovoltaica – energia elétrica obtida a partir da irradiação solar, captada por células constituídas de silício metalúrgico processado.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, explica que o projeto é uma nova ação do programa Smart Energy Paraná, que tem por finalidade detectar o potencial energético do Estado e desenvolver novos projetos, principalmente de energia renovável. “O Green Silicon é muito promissor. Temos mineral, energia e competência para criar a cadeia produtiva do silício. Além de ampliar a oferta energética no Brasil e no Paraguai, será possível fornecer silício industrializado para o mundo”, disse Alípio.
“Ao firmar este convênio lançamos uma semente de luz. Luz porque precisamos desenvolver alternativas na geração de energia renováveis”, disse o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, ao assinar o documento, com o secretário Alípio Leal; o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, e o diretor-geral paraguaio da binacional, Franklin Boccia. O convênio, assinado em Foz do Iguaçu, envolve o Senai no Paraná, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e os Parques Tecnológicos da Itaipu do Brasil e do Paraguai.
Edson Campagnolo lembra que a energia fotovoltaica é uma realidade em vários países. “O Brasil tem abundância do quartzo, mineral do qual se produz o silício, e um clima favorável, com sol constante de norte a sul. Mas precisamos adquirir mais conhecimento e criar um ambiente favorável para produzirmos, no Brasil e Paraguai, os painéis solares”, afirmou o presidente da Fiep. “Aqui em Foz do Iguaçu demos um grande passo, ao iniciar o estudo de viabilidade”.
O projeto “Green Silicon” vai dar melhor aproveitamento ao quartzo (que hoje é exportado in natura), usar a energia fornecida por Itaipu para industrializar o silício, ampliando a oferta de energia renovável ao setor produtivo e aos consumidores em geral, do Brasil e do Paraguai. Para Jorge Samek, a parceria com o governo do Estado e a Fiep é fundamental para viabilizar esse projeto, que segundo ele colocará o Brasil no mapa mundial da energia fotovoltaica.
“A presença do governo dá ao projeto o caráter de política pública”, afirmou Samek. “A decisão do presidente da Fiep de aderir à ideia é estratégica e fundamental, pois revela a percepção do setor industrial sobre a importância de o Brasil entrar nessa rota. Isso é fundamental para atrair investimentos privados em todos os segmentos da cadeia, desde a mineração até a industrialização do silício”, ressaltou.
SEGURO E EFICAZ – O superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley, explica que já foi formado um comitê gestor, composto por representantes das três partes. Dentro de 30 dias, será feita a chamada pública internacional para contratação de consultores que irão atuar no projeto”, informa.
Segundo o gerente de Novas Tecnologias do Senai no Paraná, Reinaldo Tockus, a tecnologia fotovoltaica é um meio eficaz e seguro para o país realizar a geração distribuída de energia elétrica. “Isso quer dizer que as indústrias terão independência, podendo gerar a energia necessária para seus processos de produção.”
Tockus informa que, paralelamente ao estudo de viabilidade técnica e econômica, serão estabelecidos polos de conhecimento e tecnologia fotovoltaica nos Parques Tecnológicos de Itaipu, nos dois lados do Rio Paraná, e no Senai. “O objetivo, além do domínio das tecnologias da cadeia fotovoltaico, é oferecer o suporte tecnológico necessário às indústrias, de forma a ampliar a oferta de energia renovável nos processos produtivos, reduzir custos e aumentar a competitividade nacional e no mercado mundial”, disse ele.