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Affonso administrará um orçamento de R$183mi

01/11/2012

O novo prefeito eleito de Campo Largo, Affonso Portugal Guimarães (PT), vai administrar um Município com orçamento anual de R$ 183,5 milhões, 2.840 funcionários públicos, sendo 2.566 co

Affonso administrará um orçamento de R$183mi

01/11/2012

O novo prefeito eleito de Campo Largo, Affonso Portugal Guimarães (PT), vai administrar um Município com orçamento anual de R$ 183,5 milhões, 2.840 funcionários públicos, sendo 2.566 concursados e 261 em cargos comissionados. Além da cidade de Campo Largo (Centro), o Município tem 70 bairros, cerca de 80 loteamentos e condomínios residenciais, e conta com quatro distritos: Bateias, Três Córregos, São Silvestre e Ferraria, esse último com aproximadamente 30 mil habitantes e sérios problemas de infraestrutura, como a maioria dos bairros da periferia.

A região de Ferraria, cujo crescimento não foi acompanhado pelo Poder Público, como deveria, apresenta, hoje, problemas que vão demandar recursos elevados, e anos de investimentos em obras. Saneamento básico, pavimentação, Segurança Pública e Saúde, são itens que brotam da boca dos habitantes da região, em qualquer conversa. Grande parte da região foi loteada à revelia da legislação ambiental, nos últimos 40 anos, gerando problemas de difícil solução. Agora o poder público é obrigado a intervir, com gastos excepcionais e com retorno ambiental não garantido em 100%.

Ferraria

Uma das áreas mais densamente povoadas do Município, a região da Ferraria está localizada na região Leste do Município, na divisa com Curitiba. A região vem experimentando, ao longo dos últimos anos, um adensamento desordenado do seu espaço, que ocupou áreas de preservação ambiental, fundos de vale e encostas. O terreno da região é bastante irregular, com declives e aclives acentuados. Essa formação geológica torna ainda mais difícil a implantação de infraestrutura, pavimentação, rede de esgotos, galerias de águas pluviais, e as promessas dos políticos se acumulam, eleição após eleição, sem serem cumpridas.

Uma rápida passagem pelos bairros que formam a região da Ferraria é o  suficiente para qualquer pessoa identificar as principais necessidades da região. Além da falta de pavimentação das ruas, e da falta de rede coletora de esgotos, faltam também calçadas, praças públicas e equipamentos de esportes, canchas e de lazer, parquinhos e academias ao ar livre.

Um dos principais entraves para o desenvolvimento da região é a falta de regularização dos loteamentos. Muitas residências precisarão ser removidas, porque ocupam área de proteção ambiental. Os moradores reclamaram das condições da principal artéria da região, a  Estrada do Mato Grosso, que tem pavimento de péssima qualidade, não possui acostamento, calçadas e a sinalização é deficitária.
Num diálogo rápido com os moradores, a falta de Segurança Pública e de equipamentos públicos de Saúde (posto 24 horas e médicos no posto existente), logo surgem. Lembram, também, que a região sofre com a falta de postos da Caixa Econômica Federal e banco do Brasil (lotéricas), agência dos Correios e outros. No bairro foi inaugurado nesta gestão, um CRAS, Centro de Assistência Social, mas os moradores dizem que faltam profissionais para atuar naquele centro. Também é grande o percentual de críticas contra a sub-prefeitura da região que, segundo os moradores, não funciona porque não tem autonomia, pessoal, máquinas e equipamentos.

A Ferraria é formada pelos bairros da Ferraria, Dona Fina, Vila Déa, Vila Torres, Jardim Boa Vista, David Antonio, São Lucas, Santa Ângela, Rebouças, Medianeira e Revier. Há quem inclua, como parte da região, os bairros de Vila D. Pedro, Jardim Guarani e Cercadinho, que estão no outro lado da rodovia, e que sofrem as mesmas dificuldades dos demais.
 

 

Academia

A Reportagem da Folha foi chamada à atenção, pelos moradores, pela falta do equipamento público denominado Academia da Terceira Idade. A Reportagem foi procurar e encontrou os equipamentos guardados no pátio do posto de Saúde, sem a definição de quando e onde serão implantados. As informações são de que os equipamentos não puderam ser colocados no local escolhido, o pátio do posto de Saúde, porque um médico do posto teria entrado com ação na Justiça, embargando a obra. A informação não foi confirmada, mas os aparelhos estão lá. Novinhos, e os buracos para instalação deles, no pátio, também.

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