Geral

Cléa Oliveira

11/10/2012

Cléa Oliveira quer trabalhar para melhorar a vida dos mais necessitados

Cléa Oliveira

11/10/2012

Trabalhar na Câmara Municipal de Campo Largo para ajudar a melhorar a vida das pessoas mais carentes. Esse é um dos objetivos da vereadora eleita Cléa Oliveira, jovem psicóloga que, nos seus 31 anos de idade, acredita que tem muito para fazer, além da função maior, do vereador, que é fiscalizar o Poder Executivo, denunciar irregularidades e propor e defender leis que beneficiem toda a população.

Cléa é a surpresa maior das eleições de sete de Outubro em Campo Largo. Desconhecida, ela lançou-se candidata a vereadora pelo PSB, achando muito difícil sua eleição, pois concorreria com candidatos muito experientes, muito fortes.  Ela temia também o poder econômico da maioria dos seus concorrentes, pois não possuía recursos. “Não gastei nenhum centavo, apenas sola de sapato”, disse ela.

Receptividade

A campanha de Cléa foi feita com os pés no chão, de casa em casa. Ela acordava todos os dias às cinco, seis da manhã, para visitar os eleitores, pedir voto. O que ganhou foram os santinhos, as placas e veículos emprestados. “O que mais me emocionou foi que eu chegava nas casas das pessoas que nem me conheciam, e elas me convidavam para entrar, para tomar café”, disse. “Outra coisa que me cativou foi o carinho das crianças, elas queriam tirar foto comigo, conheciam a minha música da campanha e cantavam comigo”, explicou.

“Estou muito agradecida a todas as pessoas que acreditaram em mim, que votaram em mim. Vou trabalhar para fazer por elas o que eu puder de melhor, por elas e por todos os campo-larguenses. Conheço a necessidade do povo, das famílias, porque eu nasci e cresci em família pobre, num bairro da periferia da cidade”.

Humildade

Durante a entrevista, Cléa se emocionou ao falar da sua vida. Nascida e criada no Jardim Bela Vista, no Itaqui, Cléa é filha de Maria Cleusa da Silva e Pedro Moraes, ele jardineiro. Estudou na Escola Hans Ervin Schmidt, depois no Monsenhor Ivo Zanlorenzi e no Macedo Soares. Aos 13 anos já trabalhava como babá, para ajudar em casa, foi caixa de supermercado e auxiliar de dentista. E foi trabalhando para o dentista Cezar Olichevis que Cléa recebeu o incentivo dele e da sua esposa Nanci para fazer faculdade. “Foi um período difícil, porque trabalhava de dia e estudava à noite, na Tuiuti. No segundo ano de faculdade fui trabalhar na Fundação João XXIII e, para ganhar desconto na faculdade (50%), trabalhava em projetos sociais, ajudando a arrecadar brinquedos para as crianças”, explicou.
“Eu não tinha dinheiro, às vezes tinha que escolher, ou tirava Xerox das apostilas para estudar, ou comprava lanche. Ficava com fome, na maioria das vezes. Eu quase sempre tinha desconto na mensalidade da Faculdade, mas em Julho e Dezembro tinha que pagar a mensalidade cheia, R$ 946,00. Meu pai é jardineiro, ganha a vida limpando lotes, jardins, era difícil pagar uma mensalidade tão alta”, disse ela, com lágrima nos olhos. Cléa é a filha do meio, tem duas irmãs, Rosineia, a primeira e Elaine, a mais nova.

Nova etapa da vida

Todas as dificuldades, toda a tristeza da vida de uma menina pobre, entretanto, agora ficaram para trás, embora ela jamais esquecerá. Hoje a jovem psicóloga está no limiar de uma nova vida profissional.  Ela vai poder atuar para mudar a realidade dos mais carentes, através da Câmara Municipal. Foi eleita em Sete de Outubro, com 1.212 votos, e tem um grande projeto para desenvolver naquele Poder. “Vou dar muita atenção à Educação, às creches, aos projetos sociais, vou dar atenção aos CAPs, à necessidade de áreas de esporte e lazer nos bairros”, disse ela.

Agradecimentos

Cléa lembra que entrou para a política pelas mãos de Carlos Andrade (PSB). “Ele me convidou para me filiar ao partido e eu aceitei. Em Maio, quando ficou certo de que eu seria candidata mesmo, comecei a trabalhar, com a família, com os amigos, depois nos bairros. Cada voto foi conquistado com confiança, com credibilidade, porque eu me propus a trabalhar honestamente. É uma prova de que em Campo Largo tem muita gente que não vende o voto”, explicou

Cléa agradeceu às pessoas que votaram nela, e as que a ajudaram durante a campanha, garantindo que não irá decepcioná-las, porque quer poder voltar a entrar nas suas casas e tomar o café com cada uma.
 

Compartilhar esta notícia: