14/09/2012
SUS irá ofertar novos medicamentos para artrite
14/09/2012
SUS irá ofertar novos medicamentos para artrite
14/09/2012
A rede pública de saúde irá disponibilizar aos seus usuários novos medicamentos para tratamento de artrite reumatoide. O Sistema Único de Saúde (SUS) já aprovou e está se adequando para fornecer todos os medicamentos biológicos para artrite registrados pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa).
Atualmente são dez medicamentos e cinco novos serão incorporados: abatacepte, certolizumabe pegol, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe. Dessa maneira amplia a possibilidade de tratamento aos pacientes que não têm bons resultados com medicamentos convencionais ou têm intolerância às demais terapias.
Quem tem esta doença sabe o sofrimento com o qual convive. A empresária Jucélia Cavallin há seis anos sofre com as dores causadas pela artrite. Aos 37 anos ela começou a sentir muitas dores nos pulsos, o que prejudicava seu trabalho diariamente. Ela conta que demorou um ano até que os médicos descobrissem que realmente era artrite. Desde então, ela toma vários remédios, atualmente 12 diariamente, e ainda precisa tomar uma injeção por semana, a qual é dada pelo SUS; caso contrário ela gastaria R$ 5 mil a mais mensalmente.
“Quem tem artrite convive com a dor. Mas não posso deixar de viver por uma doença”, lamenta. Ela conta que sempre que passa por uma situação de stress, ou fica muito nervosa, no outro dia sempre tem dor em alguma região, o que também acontece nos dias frios.
Ela já chegou a fazer cirurgia na ATM devido à inflamação que tinha. “Tem dias que eu não consigo abrir a boca. Quando eu fiz a cirurgia melhorou, mas agora está voltando novamente”, conta. Ela ainda já fez infiltração de corticoide nas mãos, pés e tornozelos, para aliviar a dor, que segundo ela é insuportável.
A doença
Segundo informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações. A causa é desconhecida e acomete as mulheres duas vezes mais do que os homens. Inicia-se geralmente entre 30 e 40 anos e sua incidência aumenta com a idade.
Os sintomas mais comuns são dor, edema, calor e vermelhidão em qualquer articulação do corpo, sobretudo mãos e punhos. A coluna cervical é frequentemente envolvida. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para o controle da atividade da doença, prevenção da incapacidade funcional e lesão articular e o retorno ao estilo de vida normal do paciente o mais rapidamente possível.
As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e, com a progressão da doença, há destruição da cartilagem articular e os pacientes podem desenvolver deformidades e incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional.
O reumatologista é o especialista responsável em avaliar e solicitar os exames necessários para diagnosticar a doença. Na avaliação laboratorial o fator reumatóide pode ser encontrado em cerca de 75% dos casos já no início da doença. Exames de imagem como radiografias, ultrassonografias, tomografias, ressonância entre outros podem ser solicitados pelo médico reumatologista após a avaliação de cada quadro clínico individualmente.
Tratamento
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o tratamento medicamentoso vai variar de acordo com o estágio da doença, sua atividade e gravidade, devendo ser mais agressivo quanto mais agressiva for a doença. Os anti-inflamatórios são a base do tratamento seguidos de corticóides para as fases agudas e drogas modificadoras do curso da doença.
Mais recentemente os agentes imunobiológicos passaram a compor as opções terapêuticas. O tratamento com anti-inflamatórios deve ser mantido enquanto se observar sinais inflamatórios ou o paciente apresentar dores articulares. O uso de drogas modificadoras do curso da doença deve ser mantido indefinidamente. O tratamento medicamentoso é sempre individualizado e modificado conforme a resposta de cada doente. Em alguns pacientes há indicação de tratamento cirúrgico.
Fisioterapia e terapia ocupacional contribuem para que o paciente possa continuar a exercer as atividades da vida diária. É preciso fortalecer a musculatura, adequar a um programa de flexibilidade e evitar o excesso de movimento. Quanto à prática de atividades aeróbicas e exercícios, deve ser de acordo com os critérios de tolerância de cada paciente e recomendação médica. O seguimento pelo médico reumatologista é imprescindível e deve ser contínuo.