06/09/2012
Anúncio do Governo traz esperança aos produtores de peixe de Campo Largo
06/09/2012
Anúncio do Governo traz esperança aos produtores de peixe de Campo Largo
06/09/2012
Os campo-larguenses consomem, anualmente, mais de 100 toneladas de peixe, mas hoje o Município só produz cerca de 40 toneladas do produto. O anúncio do Governo Federal, sobre a destinação de recursos para estímulo à produção, capacitação e comercialização de peixe, enche de esperanças os produtores do Município, que já foram mais de 120 e, atualmente, não passam de 40.
O extensionista do escritório da Emater em Campo Largo, Dirlei Edson dos Reis, que trabalha com os produtores remanescentes, acredita que o incentivo do Governo Federal pode levar muitos produtores que abandonaram a aquicultura a voltar a investir. Ele lembra que os produtores necessitam de apoio e orientação técnica, porque muitas vezes têm prejuízo por não observarem informações importantes sobre a aquicultura.
Consumo
Reis chama a atenção para o fato de que o consumo de peixe por habitante, em Campo Largo, é considerado muito baixo, mas com maior oferta do produto, a preços competitivos, é possível aumentar o consumo consideravelmente. Nos países desenvolvidos o peixe é a carne mais consumida, enquanto no Brasil está em último lugar. São inúmeros os motivos pelos quais a população deve consumir mais peixe, dentre as quais a vantagem desse alimento ter baixo teor de gordura e conter ômega 3, ótimo para a saúde.
Jorge Fedalto (73), um dos produtores que resistiram ao fim da Feira do Peixe Vivo, que a Prefeitura Municipal realizava todos os anos, no centro da cidade, durante a Semana Santa, já chegou a produzir dez toneladas, mas, hoje, produz apenas três mil quilos, que vende a sua maioria para produtores de outras cidades, que continuam a realizar feiras do Peixe Vivo, como Araucária.
Oxigênio
Jorge lembra que, com a estiagem prolongada, os produtores de peixe da região têm uma dificuldade a mais, além do frio normal nesta época do ano, a falta de oxigênio na água. “Eu tive que comprar um aerador elétrico para não perder toda a produção”, disse ele, explicando que a água não se renova com a mesma velocidade e é preciso a ação mecânica artificial, para manter os animais vivos e saudáveis. Ele produz peixe na região da Fazendinha há mais de dez anos, principalmente Tilápia e Carpa, Cabeça Grande e Carpa Capim.
O produtor disse que vende no atacado a cerca de R$ 5,00 o quilo de peixe vivo e, em pequenas quantidades, a cerca de R$ 7,00. Adiantou que o preço deve subir, por conta do aumento do preço dos insumos, como a ração, à base de milho, soja, farinha de carne e pre-mix (vitaminas).
Ministério da Saúde incentiva consumo regular de peixe
Para incentivar o consumo regular de pescado pelas famílias brasileiras, começa, nesta segunda-feira (3), a 9ª Semana do Peixe. A campanha deste ano, que tem como lema “Pescado. Dá água na boca e faz bem pra saúde”, conta com a participação do medalhista olímpico Thiago pereira e eventos gastronômicos em vários estados brasileiros. O evento é promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e segue até o dia 17 deste mês.
O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda o consumo de peixe fresco pelo menos duas vezes por semana. Comer pescado frequentemente previne doenças cardiovasculares, diminui o nível de colesterol e a ansiedade, além de ativar a memória.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, reforça a importância das ações que incentivam o consumo de pescado. “Apesar de toda riqueza de nossa costa marítima e da imensidão de rios - o que permitiria uma distribuição grande de pescados - o consumo de peixe no País ainda é considerado baixo. Precisamos promover hábitos saudáveis na população e o peixe se caracteriza como um alimento muito saudável”, observa a coordenadora.
De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-09, o consumo anual de peixe do brasileiro é de 9 quilos de pescado por habitante ao ano. A meta da campanha é aumentar o número para 12 kg de pescado habitante/ano, quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A pesquisa também revela que os brasileiros não têm o costume de comer peixe em casa. O consumo médio domiciliar de pescados no Brasil é de 4,03kg per capita por ano. Há, no entanto, uma grande diferença regional. Com exceção do Norte, que consome 17,54kg per capita ao ano, todas as outras regiões do país têm índices baixos. O Nordeste apresenta a taxa de 4,96kg; o Sudeste de 2,06kg; o Sul de 1,60kg e o Centro-Oeste, de 1,62kg.
Receitas regionais
A campanha prevê a realização de eventos gastronômicos e a distribuição de cartazes e cartilhas informativas. Orientações sobre como verificar a qualidade do produto na hora da compra, como limpar o pescado e diversas receitas regionais, com quantidades reduzidas de sal e de gorduras.
Além de dicas na hora da compra e do preparo, com receitas saborosas, a cartilha também traz informações sobre os benefícios que a ingestão de pescado proporciona à saúde. Durante a Semana, a população também poderá enviar receitas pela Internet e compartilhar com o Brasil o modode preparo.
Os peixes são boas fontes de aminoácidos, que ajudam a formar as proteínas, necessárias para o crescimento e a manutenção do corpo humano. São também fontes importantes de ferro, vitamina B12, cálcio e gorduras essenciais, fundamentais ao bom funcionamento do corpo.
Dicas
A campanha vai auxiliar os consumidores sobre quais itens observar na hora da compra. O peixe fresco, por exemplo, deve possuir pele firme, bem aderida, úmida e sem a presença de manchas; os olhos devem ser brilhantes e salientes; as escamas devem ser unidas entre si, brilhantes e fortemente aderidas à pele; as guelras devem possuir cor que vai do rosa ao vermelho intenso, ser brilhantes e sem viscosidade; odor característico e não repugnante.
A conservação será outro ponto em destaque. Após o descongelamento, os pescados só podem ser congelados novamente se cozidos e preparados. No congelamento caseiro, os peixes devem ser mantidos inteiros, mas sem as vísceras. Camarões e lagostas devem ser congelados sem cabeça. Nunca congelar espécies diferentes num mesmo recipiente. Ao manusear o pescado, o vendedor deve utilizar luvas descartáveis e a higiene do local de venda deve ser observada como um todo. Os peixes são alimentos extremamente perecíveis e por isso é necessário tomar muito cuidado com seu manuseio.
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